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terça-feira, 12 de novembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 29/11/2016

Sindicato de Jundiaí reúne funcionários de agências do BB que serão fechadas

Funcionários do Banco do Brasil de todo o país realizaram nesta terça-feira (29), mais um Dia Nacional de Luta contra a reestruturação em andamento no banco, que levará ao fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em Postos de Atendimento Bancário (PABs). Além da redução no quadro de funcionários que, por meio de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), pretende extinguir 18 mil postos de trabalho.
 
Dirigentes do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, em São Paulo, fizeram reuniões com os funcionários das agências do Banco do Brasil de sua base sindical que estão na lista das que serão fechadas em decorrência da reestruturação.
 
Em uma “Carta Aberta à População”, produzida pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, os funcionários do BB ressaltam que a reestruturação traz reflexos imediatos na qualidade do atendimento aos clientes, que são os maiores prejudicados ao lado dos funcionários. Lembram, ainda, que o BB é responsável por cerca de 60% do crédito agrícola no país e que esta atuação também será afetada, prejudicando os pequenos e médios produtores.
 
Leia abaixo a íntegra do documento.
 
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
 
FECHAMENTO DE AGÊNCIAS DO BB PREJUDICA CLIENTES
 
Ao lado dos funcionários, os clientes são os maiores prejudicados pela reestruturação do Banco do Brasil, anunciada no final de semana. O fechamento de 402 agências, a transformação de outras 379 em postos de atendimentos e a saída de 18 mil funcionários por meio de plano de incentivo à aposentadoria atingem diretamente o atendimento à população.
 
A medida também terá impacto no acesso ao crédito. Os bancos públicos aumentaram o crédito de 38% para 57% de 2008 para 2016, enquanto os privados tiveram redução de 5% nos últimos dois anos.
 
A falta de responsabilidade social do BB fica clara ao anunciar mudança tão brusca num momento em que a economia brasileira passa por forte retração da atividade econômica, elevação do desemprego e queda na renda das famílias. O BB é responsável, por exemplo, por cerca de 60% do crédito agrícola no país. Esse desmonte só interessa aos bancos privados, que não terão concorrência, num sistema financeiro extremamente concentrado e sem os bancos públicos fortes, toda a sociedade perde.
 
As alternativas para a saída da crise devem ser debatidas e construídas com toda a população e exigem a retomada da expansão do crédito para setores prioritários como moradia popular, agricultura familiar, pequenas e médias empresas.
 
Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil
 
  Fonte: FETEC/SP, com informações do Seeb/Jundiaí.
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