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segunda-feira, 23 de maio de 2022

EM CIMA DA HORA

publicado em 24/03/2022

Em evento híbrido, FETEC CUT SP se reúne para equacionar desafios de 2022

Dirigentes debateram renovação da CCT e eleições gerais. ‘’Nosso embate em 2022 vai além da Convenção Coletiva. O momento é também de luta contra o fascismo e defesa da democracia’’.

A FETEC CUT SP reuniu sua diretoria executiva e os 14 sindicatos que compõem sua base para o primeiro encontro híbrido após dois anos de encontros virtuais por conta da pandemia.

Na ocasião, a diretoria apresentou o espaço otimizado, planejado especialmente para sediar eventos cruzados, com parte dos dirigentes na sede da Federação e outra parte no formato online. ‘’Esse é um momento de adaptação e temos que ir nos moldando aos novos formatos que não só a pandemia, mas o mundo exige’’, disse Aline Molina, presidenta da Fetec SP. ‘’Sabemos que levará algum tempo para reunirmos todos presencialmente em um mesmo evento, mas esse primeiro encontro, após dois anos, já nos emociona e nos revigora para a longa luta que teremos nesse ano’’.

Aline se refere aos desafios da Campanha Nacional dos Bancários, que prenuncia enfrentamento nas negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária (CCT) e também as eleições gerais de 2022.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Ivone Silva, uma das palestrantes do encontro, destacou a importância da Fetec SP nos embates das campanhas nacionais. ‘’Essa Federação é referência em todas as nossas campanhas. É aqui que começamos a discutir as propostas que serão debatidas em nossas instâncias superiores e que, em seguida, após as conferências, são negociadas com os bancos’’.

Resistência histórica
Aline e Ivone lembraram de como foi árdua a luta dos sindicatos para manter a categoria segura durante a pandemia. Diante de tantas mortes no país (658 mil) e também no meio bancário, o Comando Nacional, do qual participam, criou uma resistência histórica com a exigência de protocolos de segurança nas agências e manutenção dos grupos de risco em home office. ‘’Nosso movimento, sem dúvida, conseguiu salvar muitas vidas, mas muitas mais poderiam ter sido poupadas se tivéssemos um governo democrático e sensível ao perigo da pandemia desde o início, com lockdown e vacinas’’, lamentam as dirigentes.

CCT e Eleições Gerais
O evento também contou com a presença do vice-presidente da CUT SP, Luiz Claudio Marcolino, que destacou o peso das eleições gerais nas campanhas nacionais de todas as categorias. ‘’Precisamos lembrar aos trabalhadores de todo o país a importância de elegermos candidatos que tenham em suas plataformas a defesa dos direitos trabalhistas. Precisamos usar a força e referência combativa da FETEC para lembrar que não estamos lutando apenas para retirar Bolsonaro, mas para eleger governadores, senadores e deputados que tenham consciência de classe e se atenham ao quanto nos foi retirado de direitos nos últimos anos’’, disse.

Para Aline Molina, as eleições interferem de forma direta na Campanha Nacional dos Bancários. ‘’Estamos diante do fascismo contra a democracia. Diante de um cenário de 14 milhões de desempregados e 18 milhões em situação de fome. Portanto, precisamos ir muito além de nossa convenção e da luta por melhores condições de trabalho e salários. Nossa luta é por direitos humanos’’, concluiu.




  Fonte: FETEC CUT SP
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