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FETEC-CUT/SP lança campanha estadual em defesa do atendimento bancário presencial

Campanha”Mais Agências” surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos

A defesa dos empregos bancários e do atendimento presencial ganhou destaque na 5ª mesa da 28ª Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias da FETEC-CUT/SP. O encontro marcou o lançamento da campanha “Eu Quero + Agências”, uma mobilização estadual que pretende unir sindicatos, trabalhadores e a sociedade em torno de uma pauta que ultrapassa os interesses da categoria e impacta diretamente milhões de brasileiros: o direito ao acesso aos serviços bancários.

A campanha surge como resposta ao acelerado processo de fechamento de agências promovido pelos bancos nos últimos anos. Os números apresentados durante a mesa evidenciam a dimensão do problema. Mais de 1.600 agências foram fechadas no país, sendo 644 apenas no estado de São Paulo. Atualmente, 2.649 municípios brasileiros não contam com nenhuma unidade bancária, enquanto a rede física nacional encolheu mais de 36% na última década, passando de 22 mil para 14 mil agências.

Para a presidenta da FETEC-CUT/SP, Aline Molina, a campanha representa um novo passo na luta histórica do movimento sindical contra a exclusão financeira e o abandono de municípios pelos grandes bancos.

“Essa campanha nasceu pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e agora ganha dimensão estadual porque esse problema não está restrito a uma cidade ou região. Ele afeta todo o estado de São Paulo, todo o país. Os bancos operam concessões públicas, administram recursos da população e exercem uma função social. Não podem agir apenas pela lógica do lucro, ignorando os impactos que suas decisões causam na vida das pessoas”, afirmou.

A secretária-geral da FETEC-CUT/SP, Ana Lúcia Ramos Pinto, destacou que o fechamento das agências vem produzindo um processo silencioso de exclusão que atinge especialmente as populações mais vulneráveis.

“Os bancos tentam vender a ideia de que tudo pode ser resolvido por aplicativo, mas a realidade é muito diferente. Estamos vendo cidades inteiras perderem atendimento bancário, pessoas sendo obrigadas a percorrer longas distâncias para resolver questões simples e trabalhadores enfrentando filas cada vez maiores nas unidades que permanecem abertas. É um problema grave que afeta a economia local, compromete o acesso a serviços essenciais e amplia desigualdades”, alertou.

Apesar do avanço da digitalização, pesquisas indicam que a maioria dos clientes ainda prefere o atendimento presencial para serviços mais complexos, como financiamentos, investimentos e planejamento financeiro.

“Ninguém é contra a tecnologia. O problema é quando ela passa a ser utilizada como justificativa para excluir pessoas e cortar empregos. A digitalização está dominando o setor financeiro, mas milhões de brasileiros ainda não têm acesso adequado à internet, aos equipamentos ou ao conhecimento necessário para utilizar essas ferramentas. Existe uma parcela enorme da população que continua dependendo do atendimento presencial”, reforçou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.

Neiva destacou ainda que as mulheres estão entre as mais impactadas por esse processo.

“Quando os bancos fecham agências, eliminam também postos de trabalho que historicamente foram ocupados por mulheres. Além disso, muitas clientes enfrentam maiores dificuldades de acesso aos serviços financeiros, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Falar de inclusão digital sem considerar essas desigualdades é ignorar a realidade de quem mais precisa do atendimento bancário”, disse.

Com o slogan de que o fechamento de agências não representa modernização, mas exclusão, a campanha pretende ampliar o debate público sobre o papel social dos bancos e mobilizar a sociedade para pressionar instituições financeiras e autoridades públicas através um abaixo-assinado.

> Assine o abaixo assinado por + agências aqui

 

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