Adesão à Campanha fortalece mobilização contra o fechamento de unidades e alerta para os impactos da digitalização compulsória, especialmente sobre a população idosa
A campanha “Eu Quero Mais Agências”, que denuncia o fechamento de unidades bancárias e reivindica a ampliação do atendimento presencial à população, ganhou o apoio da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região. A entidade se soma à mobilização dos trabalhadores bancários em defesa de um sistema financeiro mais acessível, inclusivo e próximo da sociedade.
A adesão reforça que o fechamento de agências não prejudica apenas os bancários, com a redução de postos de trabalho e a sobrecarga daqueles que permanecem nas unidades. A medida também traz consequências para milhares de clientes e usuários, especialmente idosos, aposentados e pensionistas, que nem sempre possuem familiaridade ou condições de realizar todas as operações pelos canais digitais.
Representantes da Associação participaram, no dia 8 de julho, da Caravana da FETEC-CUT/SP, realizada no Centro Histórico de Jundiaí. A atividade reuniu dirigentes sindicais e trabalhadores para dialogar com a população sobre as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários e ampliar a mobilização em defesa das agências físicas.

Para o presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, Paulo Mendonça, a política de demissões e fechamento de unidades adotada pelos bancos vem dificultando cada vez mais o acesso da sociedade aos serviços financeiros.
“Os números escancaram um processo contínuo de demissões que prejudica não apenas os trabalhadores, mas toda a população. Em muitas regiões, as pessoas já precisam se deslocar para outras cidades para conseguir atendimento em uma agência bancária. Além de atacar direitos e sobrecarregar quem permanece nas agências, esses cortes reduzem a qualidade do atendimento e comprometem o acesso da sociedade aos serviços bancários presenciais”, afirma.
População idosa está entre as mais afetadas
Um dos principais pontos destacados pela Associação é o impacto da digitalização compulsória sobre a população idosa. Com menos agências e funcionários disponíveis, aposentados e pensionistas são frequentemente direcionados para aplicativos, caixas eletrônicos e outros canais digitais, mesmo quando enfrentam dificuldades para utilizar essas ferramentas.

A diretora executiva da Associação, Fé Juncal, ressalta que a expansão da população idosa deveria ser acompanhada por políticas que garantissem mais acessibilidade aos serviços, e não pela retirada do atendimento presencial.
“A população idosa cresce a cada ano, mas o sistema financeiro ignora essa geração e a empurra para o atendimento exclusivamente digital, muitas vezes expondo aposentados e pensionistas a golpes. Para piorar, Jundiaí acumula um histórico lamentável de fechamento de agências”, destaca.
A diretora Rosangela Ciampi também chama a atenção para os riscos provocados pela imposição dos meios digitais a quem não possui domínio dessas ferramentas.
“A ‘ditadura digital’ imposta pelos bancos acaba colocando quem não tem vivência com a tecnologia diante do risco de golpes, justamente no momento em que precisa pagar contas ou fazer transferências”, alerta.
Fechamento das agências também afeta as cidades
Em Jundiaí, os reflexos dessa política já podem ser percebidos para além do atendimento bancário. A presidenta do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Letícia Mariano, lembra que locais que anteriormente concentravam diversas unidades bancárias vêm perdendo movimento à medida que as agências desaparecem.
“A Rua Rangel Pestana era um verdadeiro corredor de bancos. Hoje está se transformando em uma rua fantasma. Isso afeta o comércio e a economia da cidade, porque as pessoas deixam de frequentar os centros comerciais quando perdem o atendimento bancário presencial”, afirma.
A campanha “Eu Quero Mais Agências” defende que tecnologia e atendimento presencial devem caminhar juntos. Com o apoio da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região, a mobilização amplia sua representatividade e reforça uma mensagem fundamental: a modernização dos serviços bancários não pode servir de justificativa para demissões, fechamento indiscriminado de unidades ou exclusão de parcelas da sociedade. Milhares de pessoas precisam e têm direito a um atendimento presencial, seguro, acessível e humanizado.
> Participe do abaixo-assinado e apoie esta luta você também!
Fonte: FETEC-CUT/SP, com informações da Associação dos Aposentados de Jundiaí



