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Bancários da base da FETEC se mobilizam no Dia Nacional de Luta pela Saúde

O Dia Nacional de Luta pela Saúde, realizado nesta segunda-feira 20, é mais uma demonstração da disposição da categoria bancária nesta Campanha Nacional Unificada 2026.

Unida ao movimento sindical de todo o país, os sindicatos da base da FETEC saíram às ruas para mobilizar a categoria e dialogar com a sociedade.

As atividades foram realizadas no dia que antecede a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada 2026, quando o Comando Nacional levará à mesa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) reivindicações contra os altos índices de adoecimento na categoria.

A secretária geral da FETEC, Ana Lúcia Ramos Pinto, participa, nesta-terça-feira 21, da terceira mesa de negociação com a Fenaban visando a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categotia, além de aumento salarial, da PLR e demais verbas. Essa rodada será sobre saúde e condições de trabalho.

“Esse tema é central para a categoria bancária. Vivemos uma verdadeira epidemia de adoecimento mental provocada pela combinação de demissões, sobrecarga de trabalho e metas abusivas. Com menos trabalhadores nas agências, aumenta a pressão sobre quem permanece, o assédio moral se intensifica e os bancários pagam um preço alto pela busca incessante dos bancos por mais lucro”, disse Ana.

Tema urgente

E os dados da Consulta Nacional, respondida por mais de 54 mil bancários, atesta a urgência dessa discussão. Perguntados sobre quais impactos a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam à sua saúde, 67% disseram ter preocupação constante com o trabalho, 59% apontaram cansaço e fadiga constante; e 47% relataram desmotivação, vontade de não ir trabalhar.

Porcentagem dos bancários que sofrem algum impacto da cobrança de metas

  • Crises de ansiedade e do pânico: 42% ;
  • Dificuldade de dormir, mesmo aos finais de semana: 39%;
  • Medo de estourar, perder a cabeça: 24%;
  • Crises constantes de dor de cabeça: 21%;
  • Dor ou formigamento nos ombros, braços ou mãos: 21%;
  • Vontade de chorar sem motivo aparente: 20%;
  • Omissão de dor ou doença para não ser prejudicado: 17%
  • Episódios de pressão alta: 15%;

Apenas 7% relataram que a pressão por metas não causa impactos.

60% usam medicamentos controlados

A consulta revela ainda que 59,5% dos bancários usaram no último ano medicamentos controlados como antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes; e 72% acreditam que o ambiente de trabalho nos bancos traz impactos negativos para a saúde mental.

“Esses dados mostram a dimensão do problema, e também indicam a grande expectativa para que este tema avance na mesa de negociação e se concretize em cláusulas que protejam a saúde dos trabalhadores”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Luta resultou em conquistas permanentes

Neiva Ribeiro ressalta que a luta e a organização da categoria bancária resultaram em muitas conquistas, como mecanismo de combate ao assédio moral; proibição da divulgação de rankings individuais de produtividade e de cobrança de metas via mensagens de celular; complementação de Auxílio-Doença; extensão do plano de saúde a demitidos sem justa causa; e mecanismos de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, para citar alguns.

“Os trabalhadores sabem que só a luta é capaz de garantir direitos. Por isso estão mobilizados e demonstrando muita vontade de participar efetivamente desta Campanha Nacional. Nós queremos construir um pacto pela saúde dos bancários. Os lucros bilionários dos bancos não podem ser construídos sobre o adoecimento dos trabalhadores. Nossa luta é para acabar com esse cenário que causa muito sofrimento nos bancários e prejuízos para toda a sociedade”, finaliza Neiva Ribeiro.

fonte SEEB SP

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