Representação dos trabalhadores afirma que banco negou, em reunião realizada em maio, qualquer processo de extinção do cargo de Especialista de Atendimento; agora, relatos de desligamentos se multiplicam em todo o país
Às vésperas da Campanha Nacional dos Bancários 2026, o Santander iniciou uma onda de demissões que atingiu Gerentes de Atendimento (GAs) da área de varejo em todo o Brasil. Os desligamentos, realizados nesta terça-feira (2), geraram indignação entre os trabalhadores e motivaram uma reação imediata da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.
Nesta quarta-feira (3), a COE encaminhou manifestação formal à direção do banco exigindo a suspensão imediata das demissões. De acordo com os relatos recebidos pela representação dos empregados, os cortes atingem principalmente trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento.
A preocupação da representação dos trabalhadores é ainda maior porque o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, a COE questionou rumores sobre a extinção do cargo de Especialista de Atendimento.
De acordo com os representantes dos empregados, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais.
Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos”. Ela destaca ainda que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva”.
A COE aguarda uma manifestação formal do Santander e reforça que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco.
fonte: Contraf CUT


