Banco passa a permitir o uso de aplicativos de transporte em situações excepcionais; movimento sindical cobra agora reajuste no valor do reembolso de combustível
O tema foi apresentado pela COE ao banco na entrega da minuta específica, em 1º de julho. A preocupação dos representantes dos trabalhadores era com a interpretação que vinha sendo adotada por algumas lideranças, que, na prática, impedia empregados que utilizavam veículo próprio e recebiam reembolso mensal de recorrerem a aplicativos de transporte durante as visitas aos clientes.
Em comunicado enviado à COE, o Itaú esclareceu que permanecem vigentes as políticas corporativas sobre deslocamento e mobilidade, mas reconheceu que a orientação para priorizar o uso do veículo próprio não impede a utilização de aplicativos quando essa alternativa se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência.
O banco informou ainda que reforçou às lideranças que as diretrizes devem considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores.
Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a mudança representa uma conquista construída pela mobilização dos representantes dos empregados. “Essa é uma conquista importante da COE. Levamos esse tema para a mesa de negociação porque recebíamos muitas reclamações de colegas que estavam sendo impedidos de utilizar aplicativos de mobilidade, mesmo em situações em que essa era a alternativa mais segura ou eficiente. O esclarecimento do banco corrige essa distorção e traz mais segurança para quem está diariamente nas ruas atendendo clientes. Agora esperamos avançar em outro ponto essencial da pauta: a atualização dos valores do reembolso de combustível, que hoje estão defasados e não refletem a realidade dos custos enfrentados pelos trabalhadores.”
A COE também segue cobrando do Itaú a revisão dos valores pagos pelo reembolso de combustível. Atualmente, o banco adota um valor único para todo o país, sem considerar as diferenças de preços praticados entre estados, regiões metropolitanas e cidades do interior. Para a representação dos trabalhadores, o modelo está defasado e não acompanha o custo médio dos combustíveis, fazendo com que muitos empregados precisem complementar, com recursos próprios, as despesas geradas pelas visitas comerciais. A proposta defendida pela COE é que o banco estabeleça critérios regionalizados, levando em consideração as médias de preços dos combustíveis em cada estado ou, ao menos, diferenciando os valores entre regiões metropolitanas e o interior.


