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Plataforma da CUT para as Eleições 2026 é lançada com participação dos bancários

Plataforma apresentada pela CUT reúne propostas para fortalecer direitos trabalhistas, ampliar a proteção social e orientar a atuação do movimento sindical nas eleições de 2026

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou, na manhã de quarta-feira (5), a Plataforma da CUT para as Eleições 2026. Realizada de forma on-line, a atividade reuniu dirigentes sindicais de todo o país para apresentar as diretrizes que irão orientar a atuação do movimento sindical na disputa eleitoral deste ano, reforçando o compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia e do desenvolvimento com justiça social.

A abertura da atividade foi conduzida pela vice-presidenta da CUT e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que apresentou as prioridades estratégicas do movimento sindical para o próximo período.

“Temos três prioridades estratégicas. A primeira é a construção de um novo padrão de regulação sindical. A segunda é o fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, garantindo mais qualidade de vida e mais oportunidades de emprego. E a terceira é a valorização permanente do salário mínimo e das aposentadorias”, afirmou.

Durante a atividade, também foram apresentados os desafios das eleições de 2026 para a classe trabalhadora e para a CUT, além das orientações organizativas para a implementação da Plataforma.

Entre os principais pilares do documento estão a defesa do pleno emprego, dos direitos sociais, do fortalecimento dos serviços públicos, do desenvolvimento com inclusão social e da soberania popular. A plataforma também reafirma a defesa da democracia como condição indispensável para garantir direitos e propõe que as candidaturas apoiadas pelo movimento sindical assumam formalmente compromisso com essas diretrizes, alinhando suas propostas e atuação política aos princípios defendidos pela Central.

Candidaturas sindicais

Outro tema abordado foi o mapeamento das candidaturas ligadas ao movimento sindical para o pleito de 2026. Ao todo, serão 157 candidaturas: 108 para deputado estadual, 47 para deputado federal e uma para o Senado. Desse total, 59 são mulheres e 98 homens.

A CUT também apresentou orientações para fortalecer o trabalho de base nos estados e municípios. Entre elas estão o apoio às campanhas das candidaturas sindicalistas nos territórios de atuação dos dirigentes, a organização de comitês de luta, a formação de brigadas digitais e a ampliação do diálogo com a sociedade, sempre tendo como referência a Plataforma da CUT para as Eleições 2026.

Durante o lançamento, dirigentes destacaram a importância de manter a pauta das trabalhadoras e dos trabalhadores no centro do debate eleitoral. O movimento sindical bancário também participou da atividade, acompanhando a apresentação das diretrizes que irão nortear a atuação da CUT durante o processo eleitoral e reforçando o compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Mobilização pelo fim da escala 6×1

A atividade também reforçou a mobilização nacional pela aprovação, no Senado Federal, da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

Como parte dessa campanha, a CUT orienta sindicatos e trabalhadores a utilizarem a plataforma “Na Pressão”, ferramenta que permite enviar mensagens diretamente aos parlamentares, por e-mail, WhatsApp e outras redes sociais, solicitando apoio à proposta. A iniciativa possibilita pressionar deputados e senadores de qualquer estado de forma rápida, fortalecendo a mobilização em defesa da redução da jornada de trabalho.

Confira os eixos da Plataforma

Eixo I – Prioridades estratégicas

  • Nova regulação sindical: a CUT defende uma legislação que fortaleça a organização sindical, garanta a autorregulação das entidades, preserve a autonomia das assembleias, assegure o financiamento solidário e proteja o direito de greve.
  • Fim da escala 6×1 e redução da jornada: redução imediata da jornada para 40 horas semanais, com perspectiva de chegar a 36 horas, sem redução salarial.
  • Valorização do salário mínimo e das aposentadorias: continuidade da política de valorização real do salário mínimo e dos benefícios previdenciários, preservando também a vinculação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao piso nacional.
  • Direitos para trabalhadores de aplicativos: regulamentação que assegure remuneração digna, proteção previdenciária, limite de jornada, direito de defesa e liberdade de organização sindical para trabalhadores das plataformas digitais.
  • Transição justa e requalificação profissional: políticas públicas voltadas à formação permanente dos trabalhadores diante dos impactos da inteligência artificial e da automação, garantindo proteção aos empregos durante as mudanças tecnológicas.
  • Tarifa Zero no transporte público: a proposta trata o transporte coletivo como um direito social, defendendo o passe livre como instrumento para ampliar o acesso ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.

Eixo II – Democracia e desenvolvimento

  • Justiça tributária: atualização anual da tabela do Imposto de Renda e a tributação de grandes fortunas, lucros e dividendos.
  • Segurança cidadã e direitos humanos: políticas públicas baseadas em inteligência, prevenção e combate às diversas formas de violência, incluindo feminicídio, racismo e ataques à população LGBTQIA+ – garantir a vida e a dignidade das mulheres com o combate intransigente ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero, fortalecendo e amplaindo a rede pública de proteção, acolhimento e assistência integral às mulheres e seus dependentes, articulada à luta antirracista e a defesa das trabalhadoras dentro e fora do local de trabalho.
  • Meio ambiente e transição ecológica: a CUT propõe enfrentar a crise climática preservando florestas, águas e demais recursos naturais, garantindo que riquezas estratégicas contribuam para o desenvolvimento nacional.
  • Enfrentar a epidemia das apostas virtuais (bets) e proteger a renda e a saúde da classe trabalhadora: combate rigoroso à exploração financeira promovida pelas plataformas de jogos, a proibição da publicidade predatória, a criação de mecanismos de bloqueio do uso de crédito e benefício social em apostas.

Eixo III – Direitos sociais e trabalhistas

  • Revisão das reformas trabalhista e previdenciária: recuperação de direitos retirados pelas reformas e o fortalecimento das negociações coletivas.
  • Negociação coletiva no setor público: regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assegurando negociação permanente, data-base e direito de greve para servidores públicos.
  • Fortalecimento do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT): preservar o programa como política de segurança alimentar, impedindo sua descaracterização.
  • Ratificação da Convenção 156 da OIT: políticas que permitam conciliar trabalho e responsabilidades familiares, com medidas como ampliação de creches e maior flexibilidade para trabalhadores responsáveis por crianças, idosos e pessoas com deficiência.
  • Cumprimento dos pisos salariais nacionais: cumprimento integral dos pisos nacionais da enfermagem e do magistério, independentemente do vínculo de contratação.
  • Ratificação da Convenção 193 da OIT e regulação do trabalho por plataformas: o avanço das tecnologias digitais não pode servir de pretexto para o desmonte de direitos e a precarização da vida trabalhadora. Assegurar um marco regulatório que combata a superexploração, garanta cobertura previdenciária, restrinja punições e bloqueios arbitrários via algoritmos e garanta o direito de livre organização e representação para a categoria.

Eixo IV – Soberania nacional e relações internacionais

  • Defesa da Soberania nacional, dos serviços públicos e das estatais e dos direitos da classe trabalhadora. Defender a soberania do Brasil, preservando o controle público sobre empresas estratégicas, riquezas naturais e inovações tecnológicas, fortalecendo os serviços públicos e destinando o patrimônio nacional à geração de empregos, à redução das desigualdades e ao bem comum
  • Reindustrialização nacional: utilizar o poder de compra do Estado e das empresas públicas para fortalecer a indústria brasileira, gerar empregos e ampliar o desenvolvimento tecnológico.
  • Defesa do multilateralismo e da paz: a CUT reafirma a importância da cooperação internacional, do fortalecimento de espaços como Mercosul e Brics e da defesa da autodeterminação dos povos.

Fonte: Seeb/SP, com edição de FETEC-CUT/SP

 

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