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”Não há democracia sem sindicato forte”, afirma Lula em carta ao 14o CONCUT

Evento que teve início nesta quinta (19) e reúne mais de duas mil pessoas tem como mote ‘Luta, Direitos e Democracia’

A partir do tema do CONCUT, “Luta, Direitos e Democracia que Transformam Vidas”, mais de 2.000 pessoas – entre delegados e delegadas de todo o Brasil e também estrangeiros, assim como observadores, autoridades públicas e convidados – debatem até o próximo domingo (22) temas que vão nortear a organização dos trabalhadores nos próximos anos como o futuro do trabalho; conjuntura política, econômica e social no Brasil e no mundo; o papel dos sindicatos e da CUT no fortalecimento da democracia, dos direitos e por uma sociedade justa, inclusiva e ambientalmente responsável; além de elegerem a nova direção da CUT e definirem o plano de lutas da central para o próximo período.
 

“Vamos discutir a conjuntura nacional e internacional; as principais resoluções para enfrentar os problemas da classe trabalhadora; como fortalecer os sindicatos; os direitos dos trabalhadores; como trazer os trabalhadores que não estão formalizados para o mercado de trabalho formal, com direitos; como defender as empresas públicas, o BB, a Caixa, a Petrobrás. É muito importante termos uma central como a CUT, a quinta maior do mundo, e o nosso Sindicato, um dos maiores da América Latina, que está aqui com uma delegação forte para discutir as pautas que são importantes para o ramo financeiro”

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

“O Concut é um momento muito especial. Encontramos gente do Brasil inteiro, do campo, da cidade, dos setores públicos e privados. Um grande encontro para discutir a reconstrução do Brasil, o fortalecimanto da democracia, dos direitos, da classe trabalhadora. E a classe trabalhadora é diversa, plural. O congresso da CUT reflete essa diversidade e pluralidade”,
enfatizou a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.
 

 

Sindicatos da base da FETEC-CUT/SP e a direção da entidade também estão presentes nesse grande evento. 
”Além de eleger a nova direção da CUT, que estará no comando da nossa Central durante os próximos quatro anos, e as resoluções que vão direcionar a política da CUT, é de suma importância destacar a presença das lideranças dos nossos sindicatos nesse grande encontro de muita formação e reflexão sobre o mundo do trabalho e também sobre a atual conjuntura nacional e internacional’. Como disse o presidente Lula, não há democracia sem sindicato forte’,

Ana Lúcia Ramos Pinto, secretária-geral da FETEC-CUT/SP.

>> Acompanhe a participação da FETEC-CUT/SP e dos sindicatos filiados direto do nosso instagram @fetecsp

Debates
Os debates do 14º CONCUT serão norteados por três eixos principais: fortalecimento dosindicalismo cutista: valorização da negociação coletiva e atualização da organização sindical; Protagonismo da CUT na reconstrução do Brasil, da democracia, dos direitos e da soberania; e intervenção da CUT na reconstrução do desenvolvimento econômico sustentável e combate à desigualdade.

Abertura solene
A abertura solene do 14º CONCUT, realizada no início da noite, foi iniciada com muita emoção com uma apresentação da história da CUT; anúncio das delegações internacionais e das delegações de cada região brasileira; uma homenagem aos trabalhadores da saúde que estiveram na linha de frente do combate à Covid-19; e a lembrança carinhosa aos trabalhadores que faleceram, exemplificados nas lideranças Rogério Pantoja, Angela Melo e Nalu Faria.

Após as falas dos representantes de movimentos sociais e centrais sindicais; do presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), Luc Triangle; e do presidente da CUT, Sergio Nobre, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, leu uma carta enviada ao CONCUT pelo presidente Lula, que se recupera de uma cirurgia.

“Os mais de 5 mil homens e mulheres que fundaram a CUT transformaram para sempre a história do sindicalismo do Brasil. Em 40 anos de história, seus dirigentes e militantes estiveram a frente das lutas não só da classe trabalhadora, mas do povo brasileiro como um todo”, enfatizou Lula.

“Náo há democracia sem sindicato forte.
E um sindicato forte é produto da sintonia fina entre seus dirigentes e sua base. Sindicato forte significa maior capacidade de luta na proteção dos direitos trabalhistas e por um trabalho digno, sem discriminações para todos e todas. Significa a força que o Brasil precisa para se desenvolver, se transformar e ocupar definitivamente no mundo no século 21. Torço por mais 40 anos de luta, direitos e democracia que transformam vidas para CUT e todas as entidades filiadas”, concluiu o presidente brasileiro.

Seminário Internacional
Antes da abertura solene do14º CONCUT, foi realizado um Seminário Internacional com o tema Democracia, trabalho e combate à extrema direita. As duas mesas de debate contaram com a participação de representantes dos trabalhadores da América Latina, Europa e Estados Unidos, além da professora Letícia Cesarino, que representou no debate o ministro dos Direitos Humanos do governo brasileiro, Silvio Almeida; e da pesquisadora Camila Rocha.

Na sua fala de abertura do Seminário, o presidente da CUT, Sergio Nobre, agradeceu a solidariedade internacional dos trabalhadores para a reconstrução da democracia no Brasil.

“As eleições de 2022 foram a batalha mais dura destes 40 anos de CUT. Vitória que criou condições de reconstruir o Brasil em novas bases. Isso não seria possível se o nosso candidato não fosse Lula. Portanto, a luta pela recuperação dos direitos políticos do presidente Lula, no Brasil e no mundo, foi decisiva. Não podia deixar de agradecer todos os países, todas as centrais sindicais do mundo, que construíram o movimento Lula Livre”, agradeceu o presidente da CUT.

Combate à extrema direita
Para Christoph Heuser, da Fundação Fredrich Ebert, parceira na realização do Seminário Internacional, uma das táticas utilizadas pela extrema direita foi enfraquecer movimentos populares. Para ele, é preciso colocar os trabalhadores no centro do debate do combate ao extremismo. “É preciso dar uma resposta ao ódio”, pontuou na primeira mesa do Seminário Internacional.

Já Leticia Cesarino afirmou que é necessário modificar o método pedagógico de diálogo e oferecer perspectivas de transformação. “Novas formas de atuar, novos atores. Temos de correr atrás disso.”

Participaram ainda do Seminário Internacional Luc Triangle, presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI); Cristina Faciaben (CCOO Espanha); Eulogia Familia, (CNUS), da República Dominicana; Veronica Nisson (TUAC); Paola Granda (CAT Peru); Jesus Gallego (UGT Espanha); e a representante da AFLCIO, dos Estados Unidos, Shawna Michele Bader-Blau.

Parceria EUA-Brasil pelos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Após o Seminário Internacional, foi realizada sessão paralela sobre a Parceria EUA-Brasil pelos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras, que contou com a participação de representantes dos governos brasileiro e estadunidense, além do diretor do escritório da OIT no Brasil, Vinícius Pinheiro.

Os presidentes Lula e Joe Biden lançaram no dia 20 de setembro, em Nova York, o documento “Coalizão Global pelo Trabalho”, iniciativa inédita do Brasil e EUA, na qual os dois países vão trabalhar em parceria com entidades sindicais e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover o trabalho decente.   

“A história de ações conjuntas e de solidariedade dos sindicatos nos EUA e Brasil propiciou que nós defendêssemos a democracia nos dois países e conseguiu fazer com que a agenda trabalhista fosse central para ambos os governos”, enfatizou Valter Sanches, que representou o governo Brasileiro.

“Os presidentes Lula e Biden compartilham uma visão comum sobre como a economia deve funcionar para os trabalhadores. Ambos estão colocando os trabalhadores e os desafios enfrentados no mundo do trabalho nessa agenda econômica”, disse a representante especial para Assuntos Trabalhistas Internacionais para Democracia e Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos EUA, Kelly Fay Rodrigues.

“A OIT dá boas vindas a essa parceria sem precedentes. As duas maiores democracias da América em parceria pelo trabalho decente. Isso acontece num contexto de um necessário fortalecimento da democracia, um contexto em que o fortalecimento sindical é pré-requisito para fortalecer a democracia”, avaliou Vinícius Pinheiro. 

Ao final da sessão paralela, a delegação estrangeira do 14º CONCUT foi recebida pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Encontros temáticos
Também foram realizadas no primeiro dia do 14º CONCUT as plenárias da Juventude e das Mulheres, além de encontros de outros coletivos temáticos da CUT.

Sexta-feira
A programação do 14º CONCUT segue nesta sexta-feira com a votação do regimento interno e recursos, e os seguintes debates e atos: Conjuntura e Desafios do sindicalismo cutista; Ato sobre as eleições na Argentina; Estratégia da CUT; Fortalecimento do sindicalismo cutista. Valorização da negociação coletiva e atualização da organização sindical; e o lançamento de publicações da central.

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