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FINANCIÁRIOS ESTÃO INDIGNADOS COM PROPOSTA DA FENACREFI

Na terceira rodada de negociações com os representantes dos trabalhadores de empresas financeiras, realizada na terça-feira (2), em São Paulo, a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) apresentou uma proposta que, na avaliação dos dirigentes sindicais, “é um desrespeito com os trabalhadores”.
 
A Fenacrefi apresentou a proposta de reajuste de 7,86% para as cláusulas econômicas. “Estamos indignados. O índice está muito abaixo do que foi reivindicado. Não cobre sequer a inflação do período. Impõe perdas aos trabalhadores. Rejeitamos a proposta na mesa de negociação”, informa o secretário geral e representante da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) na mesa da Fenacrefi, Eric Nilson.
 
Os financiários reivindicam a reposição da inflação no período (9,83% medida pelo INPC, entre junho 2015 e junho de 2016), mais aumento real de 5%.
 
Para Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Financiários, a Fenacrefi, assim como todo o setor empresarial, precisa assumir um compromisso com o emprego, para que o país volte a crescer. “A Fenacrefi propõe a correção dos pisos e salários com índice absolutamente rebaixado que aponta para perdas futuras. Recusamos, evidentemente, e a negociação continua. Tenho certeza que vai prevalecer o bom senso na reposição das perdas inflacionárias do período.”
 
A próxima rodada de negociação está marcada para 23 de agosto, na sede da Fenacrefi, em São Paulo.
 
Principais reivindicações dos Financiários:
Reajuste:15,31% (reposição da inflação mais 5% aumento real)
PLR: Três salários do trabalhador
VA, VR e auxílio-creche/babá: salário mínimo nacional para cada um deles (R$ 880)
Pisos:
Escritório R$ 3.777,93
Caixas, operadores de telemarketing, empregados de tesouraria e os que efetuam pagamentos e recebimentos R$ 5.100,21
Analista de Crédito R$ 5.666,90
1º Comissionado R$ 6.422,48
1º Gerente R$ 8.500,34
*Salário mínimo medido pelo Dieese em maio de 2016 (R$ 3.777,93)
Abono assiduidade de um dia
Fim da terceirização
Fim do assédio moral e das metas abusivas
Licença-paternidade de 20 dias
Unificação nacional da data base

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