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Financiários aprovam minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2018

A definição aconteceu durante a 3ª Conferência Nacional dos Financiários.

A 3ª Conferência Nacional dos Financiários definiu, na sexta-feira (4), a minuta de reivindicações que deverá ser apresentada à Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), no início da Campanha Nacional da categoria, que tem como data base 1º de junho.

Antes da apresentação para a bancada patronal, o material deve passar pela avaliação do Comando Nacional dos Bancários e da categoria, por meio de assembleias.

Para Eric Nilson, secretário-geral da FETEC-CUT/SP, o evento é de grande importância para o ramo financeiro. “A conjuntura atual nos mostra que a classe trabalhadora tem sofrido diversos ataques aos seus direitos. Precisamos de unidade da categoria na negociação da convenção coletiva que se aproxima. Pois os direitos básicos dos trabalhadores estão ameaçados”, explica Eric.

Emprego

Na tarde de quinta-feira (3), Catia Uehara, economista do Dieese baseada no Sindicato dos Bancários de São Paulo, apresentou um estudo sobre o emprego nas financeiras. A Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS-MTE) registrou a existência de 5.624 financiários em dezembro de 2016. Essa categoria de trabalhadores representa 0,7% do total do emprego no sistema financeiro formal (853.575).

Quando se observa a evolução do emprego no setor financeiro no período compreendido entre 2006 e 2016, nota-se que os financiários tiveram aumento de 17,3% no emprego, passando de 4.796 trabalhadores em 2006 para 5.624 em 2016. Tal crescimento foi inferior à média observada para o Sistema Financeiro (28,7%).

Por outro lado, as financeiras aumentaram significativamente a contratação de correspondentes bancários no período. Em dezembro de 2007, as financeiras haviam contratado 4.134 correspondentes bancários. Em dezembro de 2016, esse número subiu para 34.568, representando aumento de 736,2%.

A remuneração média dos financiários aumentou 15,5%, em termos reais, entre 2006 e 2016, ganho superior àquela percebida na média do Setor Financeiro (7,6%).

Quanto ao perfil, os dados dos Registros Administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego, demonstram que as mulheres são maioria (57%) entre os financiários, porém, recebem remunerações, em média, 31,9% inferiores à dos homens.

 

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