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Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco

Denúncias apontam ausência de vigilância armada, ameaças, agressões e condições inadequadas de trabalho em unidades do banco em diversas regiões do país

 

As entidades representativas dos trabalhadores denunciam a grave situação de insegurança enfrentada por bancárias e bancários do banco Mercantil em postos de atendimento (PAs) espalhados pelo país. Relatos recebidos pelas entidades apontam que a ausência de vigilância armada tem exposto funcionários, clientes e usuários a constantes situações de risco.

Segundo as denúncias, a falta de controle de acesso e de medidas adequadas de proteção tem transformado os locais de trabalho em ambientes marcados pelo medo, com registros de ameaças, agressões e episódios de violência contra trabalhadores.

De acordo com Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, a situação é resultado da negligência do banco com a segurança de seus empregados.

“O movimento sindical repudia a negligência do banco, que prioriza o lucro e esquece da segurança e da integridade física e mental de seus funcionários e funcionárias”, afirmou.

A insegurança enfrentada diariamente pelos trabalhadores se soma a outros problemas já denunciados pela representação dos empregados, como metas abusivas e sobrecarga de trabalho. O cenário agrava ainda mais os riscos à saúde da categoria bancária, que figura entre as mais afetadas por adoecimentos relacionados ao trabalho, especialmente transtornos de saúde mental.

“Quando o banco negligencia medidas como a presença de vigilância armada nas unidades, transfere aos empregados o peso de conviver diariamente com o medo, expondo todos a riscos que poderiam ser evitados. É indispensável que o Mercantil assuma sua responsabilidade e implemente, com urgência, uma política permanente de segurança, baseada na prevenção, na proteção e no respeito às pessoas. Esse é o compromisso que se espera de uma instituição financeira”, reforçou Ana Lúcia Ramos Pinto, secretária geral da Fetec-CUT/SP.

Fonte: Contraf-CUT, com edição de Fetec-CUT/SP

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