Sindicatos da base da FETEC-CUT/SP realizam Dia Nacional de Luta e Mobilização para exigir respostas dos bancos às reivindicações por aumento real e melhores condições de trabalho
O Comando Nacional dos Bancários voltará a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nessa terça-feira (4), na sexta rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho.
Nas últimas cinco rodadas, realizadas até 30 de julho, o Comando Nacional defendeu ponto a ponto a pauta de reivindicações das bancárias e dos bancários, com base em dados técnicos e na realidade financeira do setor.
Os trabalhadores cobram, agora, que a partir dessa terça (4), os bancos tragam respostas reais sobre aumento na remuneração e em defesa da saúde mental, estabilidade e reconhecimento profissional de cada bancária e de cada bancário.
Dia Nacional de Luta e Mobilização
O movimento sindical também realizou na segunda-feira (3), em cidades de várias partes do país, um Dia Nacional de Luta e Mobilização, com objetivo de aprofundar a pressão por respostas da Fenaban.
A atividade contou com a participação dos sindicatos da base da FETEC-CUT/SP, que promoveram mobilizações em suas regiões, fortalecendo o movimento e ampliando o diálogo com bancárias, bancários e a sociedade sobre a importância das reivindicações da categoria.
Para a secretária-geral da FETEC, Ana Lúcia Ramos Pinto, a mobilização reforça que a categoria está unida e determinada a conquistar avanços concretos.
“Os bancos têm plenas condições de atender às reivindicações dos trabalhadores. Os lucros seguem batendo recordes e isso precisa se refletir em melhores condições de trabalho, valorização profissional e uma remuneração adequada para quem é responsável por esses resultados. Nossa mobilização é fundamental para ampliar a pressão e conquistar uma proposta digna para a categoria”, ressalta.
Veja a seguir a linha do tempo das negociações já realizadas:
24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações
O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil).
> Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
02 de julho | 1ª Rodada — Cláusulas Sociais
Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado.
07 de julho | 2ª Rodada — Emprego e Tecnologia
Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências.
> Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
16 de julho | 3ª Rodada — Igualdade de Oportunidades
Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes.
Matéria – Campanha Nacional: movimento sindical avança em mesa por Igualdade de Oportunidades
21 de julho | 4ª Rodada — Saúde e Condições de Trabalho
Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1).
> Negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças
30 de julho | 5ª Rodada — Cláusulas Econômicas
Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas.
RAIO-X DO DIEESE
- Defasagem nos Vales: O VA acumula perda de -13% (2019-2025) e o VR de -3,7% (2023-2025). Para recompor o poder de compra de 2019, o VA mensal precisaria subir de R$ 924,47 para R$ 1.293,73 (reajuste de 40%).
- Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%).
- PLR minguando: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, só a Caixa atingiu o teto de 15%, acordado na CCT, enquanto Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição média de 11%.
- Piso salarial digno: sindicatos exigiram a criação de um piso para TI e, para as funções de entrada na categoria em geral, aplicar como piso o “Salário Mínimo Necessário do Dieese” (R$ 7.999,44).
Fonte: Contraf-CUT, com edição de FETEC-CUT/SP


