Diretores eleitos destacam foco no “corpo a corpo” e no diálogo constante para fortalecer a cultura associativista e que é um dos pilares da solidez da entidade
As atividades desta quinta-feira (18), segundo dia do 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB), foram marcadas por apresentações dos diretores eleitos da Previ Lissane Holanda (Planejamento), Alencar Ferreira (Administração) e Wagner Nascimento (Seguridade), que destacaram a importância da escuta ativa e da transparência como pilares para o fortalecimento da entidade. Com o foco na proteção e no cuidado em todas as fases da vida, as palestras reforçaram o compromisso com o associativismo e a inovação tecnológica no relacionamento com o público.
A recém empossada diretoria de Planejamento da caixa de previdência dos funcionários e das funcionárias do Banco do Brasil, Lissane Holanda, destacou que a Previ é pioneira na política de relacionamento, no setor de fundos de pensão fechados do país. “Essa antecipação de criar uma estrutura de comunicação mais avançada, que inclui a escuta ativa, atendimento humanizado, experiência do cliente e transparência dos resultados traduz o compromisso de colocar o associado e seus familiares no centro das decisões”, reforçou.
No entanto, Lissane destacou que é preciso evoluir as ações de comunicação para melhorar o alcance sobre os associados e associadas do Previ Futuro, composto em sua maioria por pessoas que estão em fase de acumulação.
“Essa nossa missão, de orientar os colegas na gestão de seus patrimônios, é um compromisso constante e precisa ser reforçada de forma a contemplar nossos diferentes públicos, com especial atenção para os do Previ Futuro, melhorar neles a cultura previdenciária e incutir o conceito do associativismo e do cuidado que fez da Previ o que ela é hoje: um dos maiores fundos de previdência do mundo, o maior da América Latina e que hoje tem zero possibilidade de equacionamento”, registrou Lissane.
Alencar Ferreira, também recém empossado diretor eleito de Administração, complementou a fala de Lissane, reforçando a necessidade de aprimorar a estratégia de comunicação, com destaque para o segmento dos aposentados.
“Já estamos criando um projeto direcionado para melhorar a nossa comunicação com os aposentados, onde precisamos aperfeiçoar a nossa interação e lembrar que é graças ao nosso modelo – que defende o associativismo, paridade de representação na gestão da Previ e que 100% dos funcionários e técnicos sejam oriundos do banco – que a Previ é o fundo de pensão robusto que é hoje”, pontuou.
Alencar lembrou ainda que a atuação forte do movimento sindical bancário foi também responsável pelo histórico da Previ de instituição segura e com uma gestão comprometida com os interesses das associadas e dos associados. “Além de afastar riscos de interferências externas, o movimento sindical contribuiu para que várias pautas de interesse dos associados fossem incorporadas pela Previ, como a revisão da fórmula PIP, uma das conquistas mais recentes e construída ao longo de anos de debate nas mesas de negociação. Agora, nós vamos avançar para melhorar ainda mais a revisão da PIP, porque queremos trazer o PDG e a PLR para a contribuição 2b”, completou.
Resultados sólidos e inovação no atendimento
Por fim, Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade, destacou que a Previ alcançou a marca histórica de R$ 300 bilhões em ativos totais, considerando todos os planos (Plano 1, Futuro, Capec, Família, PGA). Ele enfatizou que a missão institucional é oferecer segurança financeira contínua, utilizando ferramentas de transparência como o Painel de Desempenho e a Carta do Gestor.
Um dos pontos altos da fala de Wagner foi o anúncio de novas facilidades tecnológicas, como a evolução do chatbot Previx, que agora oferece assessoria escrita diretamente pelo WhatsApp.
O diretor de Seguridade eleito da Previ destacou ainda que a Previ conta atualmente com 175 associadas e associados com mais de 100 anos. “Esse número tende a subir ainda mais em poucos anos, porque atualmente temos cerca de 4 mil associados entre 90 e 99 anos nos planos da Previ. Além disso, mais de metade dos nossos associados do Plano 1 tem mais de 70 anos”, completou.
Mas, apesar desses dados que comprovam a solidez da entidade, Wagner apontou que ainda existem funcionários do BB que não conhecem os benefícios de ser associado do plano de previdência.
“No corpo a corpo, que realizamos nas bases, temos mostrado dados de que o Previ Futuro somado ao INSS resulta em benefício que é maior do que 100% da reposição salarial. Entre os aposentados atuais da Previ, com pelo menos 20 anos de contribuição, o resultado é 105% de reposição média”, destacou, concluindo sua apresentação destacando que o movimento sindical tem também o importante papel de auxiliar a Previ na ampliação da cultura previdenciária entre os colegas do banco.
Para o coordenador da mesa e representante da Fetrafi Nordeste da CEBB, Ricardo Dantas, a apresentação dos diretores eleitos da Previ reforçou que o futuro da Previ depende de diálogo constante e humanizado. “Somente assim, vamos garantir que o protagonismo do associado e da associada seja mantido, para continuar evoluindo nos desafios de gerir uma entidade centenária e com um público que vive cada vez mais e melhor”, pontuou.
Fonte: Contraf-CUT


