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Morre Rita Lee, a Rainha do Rock. Cantora foi a mais censurada na Ditadura Militar

Uma das maiores cantoras e compositoras da história do Brasil, Rita, 75 anos, morreu nesta segunda (8). Rita foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e vinha fazendo tratamentos contra doença. Rita foi a cantora mais censurada durante a Ditadura Militar

Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras da história da música brasileira, morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos. Ela foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2021 e vinha fazendo tratamentos contra a doença.

A família da cantora divulgou um comunicado nas redes sociais dela: “Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”.
 

O velório será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h.

A mais censurada na Ditadura Militar

Durante o período da ditadura militar brasileira (1964-1985), foi a artista mais censurada pelos governos militares que tinham como preocupação “a moral e os bons costumes”.

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, Rita relembrou o período sombrio que o Brasil passou.

“Nunca pensei que o que fiz durante 50 anos fosse o que se chama feminismo: eu ligava o foda-se e entrava decidida no mundinho considerado masculino, cantando sobre o que me desse na telha; de menstruação a menopausa, de trepada a orgasmo. Fora o resto.”

Em 1976, Rita Lee foi presa pelos militares, assim que descobriu que estava grávida do primeiro filho, Beto Lee, e foi libertada com a ajuda da amiga Elis Regina.

O sucesso Banho de Espuma, de 1981, foi uma das censuradas, que antes ganhou o nome de Afrodite. As Duas Faces de Eva também foi censurada. Abaixo, a letra original, se transformou no sucesso Cor de Rosa Choque.

 

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