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Fenae se preocupa com uso político da Caixa e cobra mais contratações

De 2014 até 2020, a Caixa perdeu cerca de 20 mil empregados

 
“Ficamos preocupados com o uso político da empresa”. Foi a resposta do presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, à notícia de aberturas de novas agências da Caixa, em ano eleitoral, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, em entrevista ao Poder 360.

O dirigente reforçou a necessidade de ampliar o quadro de pessoal do banco.

A matéria “Na contramão, Caixa abre agências e deve contratar pessoal”, destaca que o presidente do banco público, Pedro Guimarães, prometeu abrir 268 novas unidades, pelo plano Caixa Mais Presente, anunciado em 2021. Até o momento, poucas agências foram abertas e, segundo o jornal, as inaugurações ficaram para 2022.

Takemoto afirma ser positiva a ampliação das agências, diante do papel social do banco. No entanto, o presidente da Fenae reforçou a importância de mais contratações para aumentar o quadro pessoal do banco. De 2014 até 2020, a Caixa perdeu cerca de 20 mil empregados.

A Caixa é o principal operador de programas sociais – auxílio emergencial, Auxílio Brasil e BEm. E foram os empregados que atuaram intensivamente durante a pandemia para atender à população. A grande demanda não impediu a atual direção do banco de cobrar metas abusivas dos trabalhadores.
Em 2022, a situação continua. As altas taxas de contaminação de Influenza (H3N2) e Covid-19 afastaram diversos empregados do trabalho e fecharam agências pelo Brasil, além de deixarem os empregados adoecidos pela sobrecarga de trabalho e cobrança de metas.

Reivindicação das entidades
O aumento no quadro de empregados da Caixa tem sido pauta frequente das reivindicações dos trabalhadores. A Contraf/CUT, por meio da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), e a Fenae já enviaram diversos ofícios, ações na justiça e promoveram campanhas cobrando mais contratações.

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