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Centrais vão à rua e convocam o 1º de Maio em defesa da democracia, direitos, emprego

Tema deste ano será “Emprego, Direitos, Democracia e Vida

Entidades sindicais foram às ruas nesta terça-feira (19) para divulgar o ato e as atrações culturais do 1º de maio em São Paulo. Em frente ao Theatro Municipal, a CUT-SP e seus sindicatos filiados entregaram materiais à população no centro da capital paulista. 

Além da panfletagem, bandeiras e uma faixa das centrais sindicais ocuparam as escadarias do teatro. No local, um caminhão de som e discursos de dirigentes sindicais trataram sobre a conjuntura brasileira, a realidade paulista e as eleições em 2022 para os cargos de presidente da República, governadores de Estado, senadores, deputados federais e estaduais.
 

“Queremos um Brasil mais democrático e mais humano. Podemos salvar juntos o nosso país, resgatar nossos direitos e as políticas públicas. Defendemos os direitos humanos, a democracia e a paz social e daremos a nossa resposta nas urnas em outubro”, afirmou o secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans.

Ato 1o de Maio
No Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, em 1º de maio, as centrais sindicais, entre as quais a CUT, realizam atividade unitária na cidade de São Paulo. 

A partir das 10h, na Praça Charles Miller, na região do Pacaembu, várias atividades estão programadas. Entre as atrações culturais estão confirmados os shows de Daniela Mercury, Dexter, Leci Brandão, DJ KL Jay e Francisco El Hombre. 

Guerra ao retrocesso
A secretária de Formação da CUT-SP, Telma Victor, destacou as reformas promovidas desde o governo Michel Temer (2016-2018) até o governo atual de Jair Bolsonaro que resultaram em retrocessos sociais, a exemplo das alterações na Previdência e nos direitos trabalhistas.

“Temos que lembrar também a Emenda Constitucional 95 [de 2016] que limitou o investimento público federal e estadual em áreas como saúde, educação e assistência social, causando maior desigualdade social e desemprego. Não bastasse os impactos aos servidores e servidoras e à qualidade do serviço público, tivemos ainda que enfrentar uma pandemia em meio a essa situação caótica”, disse Telma. 

A dirigente também destacou as eleições, reforçou a necessidade de tirar Bolsonaro da Presidência e teceu críticas à gestão do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

“O país passa hoje por dificuldades, as pessoas estão sem trabalho, sem garantia de seus direitos e passam fome. Na cidade de São Paulo, vemos cada vez mais pessoas vivendo nas ruas por conta de toda essa conjuntura”, afirmou Telma. 

Durante os discursos das entidades sindicais em São Paulo, os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República e de Fernando Haddad para o governo estadual paulista foram os mais citados e defendidos pelas entidades. 

 

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