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Adoecidos, sem salário e endividados: o drama de bancários do Itaú

Em alguns casos, foi descontado do trabalhador, de uma única vez, mais de R$ 16 mil, informa Sindicato de SP

 
Imagine você, bancário, adoecido, muitas vezes por conta do próprio trabalho e, ao voltar de licença médica, ou mesmo durante a licença, tem seu holerite zerado ou até mesmo a conta negativada pelo banco por conta de débitos oriundos do adiantamento emergencial de salário ou adiantamento previdenciário.
Este é o drama de muitos bancários do Itaú que procuram o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Em alguns casos, foi descontado do trabalhador, de uma única vez, mais de R$ 16 mil.

“O Itaú vem realizando débitos na conta corrente e zerando os holerites dos trabalhadores. Em alguns casos, até mesmo o trabalhador em licença é descontado. O absurdo é tanto que uma bancária que recebe pensão alimentícia teve que abrir conta em outro banco para que o valor da pensão não fosse descontado de sua conta corrente pelo Itaú. Toda semana chega um novo caso ao Sindicato.

Essa prática fere as cláusulas 29 e 65 da nossa Convenção Coletiva de Trabalho”, denuncia o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato de SP e bancário do Itaú, Carlos Damarindo.

“Falta clareza para a identificação dos referidos débitos, oriundos de adiantamento emergencial de salário e adiantamento previdenciário. Soma-se ao absurdo também a demora no retorno e as informações desencontradas da Central de Atendimento e da área de benefícios. Quando retornam, o Itaú insiste nos descontos. Além disso, o banco tem perdido prazos para marcações de perícias junto ao INSS. Adiantamento emergencial tem objetivo de não endividar o trabalhador, garantir a sua subsistência e seu tratamento de saúde. Porém, a postura adotada pelo Itaú vai no caminho contrário. Deixa o trabalhador ainda mais adoecido, sem salário e endividado”, indigna-se o dirigente.

Damarindo orienta os bancários nesta situação a procurarem o departamento de Assuntos Jurídicos do Sindicato
“Diante da gravidade da situação, também analisaremos a possiblidade de uma ação civil pública.”

 

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