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Sindicatos reafirmam compromisso com os direitos dos funcionários do Mercantil do Brasil

”Nossa maior preocupação é que essa extensão de jornada impacte diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores que atuam na rede de agências. E também de que forma será feito isso”, destaca Wanessa Queiroz, diretora de bancos privados na FETEC-CUT/SP

Foi realizada, nesta quinta-feira, 20 de abril, reunião virtual da Comissão de Organização dos Empregados do Mercantil do Brasil (COEBMB) com a participação de diversos sindicatos de todo o país.

Em pauta estava a proposta de banco de horas apresentada pelo Mercantil, extrapolação da jornada de trabalho nas agências, fim da alta rotatividade e garantias de segurança e emprego em todas as unidades do banco.

No último dia 11 de abril, o Mercantil enviou correspondência ao Sindicato pressionando pela retomada de negociações para implementação do banco de horas através de acordo coletivo.

Os representantes dos trabalhadores entendem que a proposta flexibiliza direitos e pode gerar ainda mais demissões. Além disso, decisão recente do TST definiu que horas extras realizadas durante a semana terão reflexos na complementação do repouso semanal, o que torna mais vantajoso o recebimento destas horas.

Segundo Marco Aurélio Alves, coordenador nacional da COEBMB, os sindicatos nunca se negaram a negociar com o Mercantil ou qualquer outro banco.

“Sempre somos abertos ao diálogo e ao consenso, mas de forma alguma aceitaremos acordos com redução e flexibilização de direitos. Antes de qualquer acordo coletivo com o Mercantil, queremos negociar o fim da alta rotatividade e das demissões imotivadas, o fim das metas abusivas, o fim do assédio moral, melhores condições de trabalho e valorização dos funcionários”, afirmou

”Debatemos as preocupações e eventuais prejuízos que possam vir a ocorrer com os trabalhadores com a implementação do banco de horas, haja vista outros bancos já terem feito isso sem negociar com o movimento sindical”, destaca Wanessa Queiroz, diretora da pasta de bancos privados da FETEC CUT SP.

”Nossa maior preocupação é que essa extensão de jornada impacte diretamente na saúde física e mental dos funcionários que atuam na rede de agências. E também de que forma será feito isso”.

A diretora avalia que no lugar da compensação de horas o banco deveria ampliar a contratação de funcionários pra reduzir a sobrecarga de trabalho e a cobrança de metas.

”Estamos abertos para a negociação, contanto que não haja prejuízo para os trabalhadores”. 

Wanessa informa que depois de BH, São Paulo é a cidade que concentra a maior praça de agências do Mercantil no país.

Vanderci Antônio, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato em BH, ressaltou que “há algum tempo, o Mercantil realizou acordos individuais de banco de horas com os funcionários sem a participação do Sindicato e está sendo contestado junto ao Ministério Público. Agora, quer impor, mais uma vez, um acordo prejudicial aos trabalhadores”.

A próxima reunião da COEBMB, que ocorrerá de forma remota, está agendada para o dia 31 de maio.

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