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Ativistas convocam ato em defesa do ex-presidente Lula

Manifestação foi marcada de última hora e deve começar às 17h, na Avenida Paulista, em São Paulo. Ativistas acusam juiz Moro de agir politicamente em sentença.

São Paulo – Ativistas em defesa da democracia convocam para hoje (12), às 17h, um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da tarde, o juiz da 13a Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro referente ao processo do tríplex no Guarujá, no litoral sul de São Paulo.

O ato marcado horas depois do anúncio será realizado no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Mesmo após a condenação, Lula não será preso nem fica inelegível para as eleições de 2018. Para isso ocorrer, o processo ainda precisa ser julgado pelo colegiado do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4a Região. “Temos absoluta convicção de que quando esse recurso chegar ao TRF teremos uma revogação dessa decisão parcial e política”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

“Lula está tranquilo, sereno e já esperava essa decisão. Agora é a hora de apelarmos para a segunda instância e encontrarmos alguém que fundamente melhor esse processo. O juiz foi totalmente parcial”, continua. Costa lembra que os processos, ao subir de instância, costumam a ter longos trâmites. “Algumas sentenças no TRF tem durado mais de um ano. Não sei se vão criar um processo a jato. Mas fica evidente que Moro quer substituir milhões de brasileiros que desejam votar em Lula para presidente”, concluiu.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) compartilha da visão do ex-presidente, dita por Costa, de que a decisão era esperada. “Temos acompanhado a crise que o país tem vivido, especialmente o processo de perseguição desenvolvida pela Operação Lava Jato contra o presidente Lula. Quero dizer com muita tranquilidade que nós não poderíamos imaginar que Moro pudesse ter dado outra sentença. São quase três anos de uma engrenagem poderosa que envolve agentes como a rede Globo, a Fiesp, setores do Judiciário e interesses internacionais que se movimentaram no sentido de impedir o avanço de um projeto político popular vitorioso por quatro eleições.”

“Essa sentença não foi dada agora. Foi dada há muito tempo. O que os procuradores do Power Point, a Veja e o Moro fariam sem essa decisão? Essa sentença foi o ponto de partida do golpe”, completou Pimenta. Já a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), criticou a condução do processo. “Moro condenou o Lula a nove anos e meio de prisão. A acusação é recheada de convicções. A denúncia contém a apresentação do procurador Deltan Dallagnol, aquele do Power Point, que não se dá ao respeito de se ater ao processo, que fica no ativismo político. A denúncia não trás nenhuma prova material. Absolutamente nada”, disse.

Em mensagem gravada, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, convocou a população a ir às ruas. ” Aa condenação do presidente Lula é por motivos políticos, pelo único motivo de ele ser o mais cotado para ser Presidente da República, agora ou em 2018. Nós não podemos concordar com essa arbitrariedade.” Ele confirmou que outros atos estão sendo organizados em várias cidades do país e convocou a população a participar. “Só nós, só a luta social, só o enfrentamento nas ruas contra essa injustiça pode impedir a condenação do presidente Lula, que enfim, é a condenação dos nossos direitos, como foi votado ontem, na reforma trabalhista.”

 

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