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sábado, 2 de março de 2024

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publicado em 09/09/2016

Fenaban quer impor perda de 2,39% aos bancários

Proposta de reajuste de apenas 7% e abono de R$ 3,3 mil feita, na sexta-feira (09), pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é rejeitada pelo Comando Nacional.
 
Mesmo após um início de greve muito forte da categoria nesta semana, na sexta-feira (9), na base da FETEC-CUT/SP, foram fechados 1760 locais de trabalho, entre agências e centros administrativos, a Fenaban não apresentou uma proposta decente, que foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários na própria mesa de negociação.
 
Os bancos estão propondo um reajuste de apenas 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. Só que este percentual não cobre, sequer, a inflação do período, já que o INPC de agosto fechou em 9,62%, e representa uma perda de 2,39% para a categoria. A proposta anterior, apresentada no dia 29 agosto, foi de 6,5% de reajuste e abono de R$ 3 mil e quase não houve mudanças.
 
A Federação orienta o fortalecimento da greve em todas as bases sindicais e uma nova rodada de negociação está marcada para a próxima terça-feira (13), em São Paulo.
 
Segundo Aline Molina, presidenta da FETEC-CUT/SP, os bancos têm plenas condições de trazerem uma proposta que contemple aumento real de salário. “Queremos uma proposta decente e sem perdas, os trabalhadores merecem respeito e este modelo com perdas não nos interessa”, afirma Aline.
 
Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, afirma que a resposta dos bancários será o crescimento do movimento grevista em todas as regiões do país. “A Fenaban continua querendo impor aos bancários um reajuste que não queremos, abaixo da inflação e com artifícios para compensar as perdas deste índice rebaixado. Nossa resposta já está dada, vamos continuar lutando e esperamos que na próxima rodada de negociação os bancos nos apresentem uma proposta decente. Unidade e mobilização não faltam à categoria, que já mostrou sua força nesta primeira semana de greve, quando batermos o recorde de paralisações no primeiro dia”, explica Roberto von der Osten.
 
"Já avisamos que esse modelo que traz perdas para os trabalhadores não será aceito. A Fenaban precisa convencer os bancos a pagar aos seus funcionários um justo reajuste salarial. Também queremos que na terça-feira tragam resposta para outras reivindicações fundamentais para a categoria, como a proteção aos empregos, mais contratações pra acabar com a sobrecarga de trabalho, melhores condições de trabalho, auxílio-creche maior, vale-refeição na licença-maternidade", ressalta Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.
 
Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período (9,62%) mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, assim como a defesa do emprego, também são prioridades para a categoria bancária.


Fonte: FETEC-CUT/SP
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