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quinta-feira, 23 de maio de 2024

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publicado em 18/08/2016

Primeira rodada de negociação do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban

Na primeira rodada, representantes dos trabalhadores cobraram dos bancos, setor que mais lucra no Brasil, aumento real, PLR maior, valorização do piso, mais empregos, respeito aos direitos nas agências digitais, fim da desigualdade entre homens e mulheres.
 
São Paulo – Aumento real de 5%; reajustes maiores para PLR, vales refeição e alimentação, auxílio-creche; valorização do piso; auxílio-educação em todos os bancos; parcelamento do adiantamento de férias; renovação do vale-cultura; manutenção do vale-refeição na licença-maternidade; criação da licença-paternidade.
 
Essas foram algumas das principais reivindicações que o Comando Nacional dos Bancários levou à federação dos bancos (Fenaban) na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2016. A reunião, realizada na quinta-feira 18, segue na manhã da sexta-feira, com debates sobre saúde, segurança e condições de trabalho.
 
A presidenta da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), Aline Molina, ressalta que a minuta apresentada à Fenaban foi aprovada durante a Conferência Nacional dos Bancários e entregue aos banqueiros no dia 09 de agosto. “Acreditamos que os bancos têm plenas condições de trazerem uma proposta que atenda amplamente às reivindicações da categoria”, argumenta Aline.
 
“Mostramos aos negociadores dos bancos que 25% das categorias tiveram aumento acima da inflação de janeiro a maio deste ano. Os bancários querem estar nessa estatística já que trabalham para o setor mais lucrativo do país”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.
 
E as reivindicações são totalmente factíveis. Além do lucro – que somente entre os cinco maiores que compõem a mesa da Fenaban bateu a casa dos R$ 30 bilhões até junho deste ano –, Juvandia lembrou que os gastos dessas instituições com a remuneração dos bancários cresceu apenas 7,2%, apesar do reajuste de 10% conquistado no ano passado.
 
“Temos 128 artigos na nossa pauta de reivindicação e todos são muito importantes. Até amanhã [sexta 19] vamos passar toda a pauta e queremos que os bancos tragam logo para a mesa uma proposta que valorize os bancários”, afirmou o presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von der Osten.
 
Já no tema igualdade de oportunidades, o destaque ficou para o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres.
 
Em emprego, os representantes dos trabalhadores lembraram também que, entre 2012 e 2015, mais de 34 mil postos de trabalho foram reduzidos. Por isso, pedem o fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. A preocupação com as agências digitais também foi abordada pelos bancários.
 
Juvandia destacou que quase sete mil postos de trabalho foram cortados em 2016. “É uma irresponsabilidade num momento que o Brasil passa pelo aumento no desemprego. Os bancos têm de cumprir sua função social. É o setor mais lucrativo e também tem que ser o que mais emprega e o que melhor emprega”, completou.
 
O presidente da Contraf-CUT revelou que os temas da reunião desta sexta-feira (19), às 9h30, serão saúde e condições de trabalho e segurança. “Vamos insistir que eles nos tragam retornos que valorizem os bancários, já na próxima semana”, completou.
 
Enquanto o Comando Nacional dos Bancários se reúne, em São Paulo, com os representantes da Fenaban para tratar dos temas de saúde, condições de trabalho e segurança, a diretoria executiva da FETEC-CUT/SP está em caravana, por todas as cidades sedes dos sindicatos filiados à entidade, para mobilizar a categoria em torno das reivindicações da Campanha Nacional 2016. Clique aqui e veja o calendário das caravanas.
 
 
Fonte: FETEC-CUT/SP com Seeb/SP
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