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publicado em - 8 de março de 2018

8 de março: mulheres na luta por democracia e direitos

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Em 1977, o dia 8 de março foi oficialmente instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher. Porém, sua luta começou muito antes, e desde o final do século 19 há o registro de organizações femininas oriundas de movimentos operários que protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

Este ano, em especial, as mulheres enfrentam problemas relacionados ao retrocesso da aprovação da Reforma Trabalhista, em julho de 2017. Essas alterações feitas pelo desgoverno Temer aprofundam a desigualdade, intensificando o machismo e o conservadorismo na sociedade. 

"Já em uma situação mais vulnerável, as mulheres são as que mais sofrem com preconceito e discriminação, com a violência doméstica e sexual. 
São as principais vítimas das políticas de retrocesso, do machismo covarde e conservador." Relata Aline Molina, presidenta da FETEC/CUT SP

Para mudar essa realidade, é preciso que representantes com atuação baseada nas bandeiras de luta pela autonomia econômica, enfrentamento à violência, saúde e educação ocupem espaços de debates e decisão. “Mesmo com muita luta, a sociedade é atrasada nas relações de gênero e a nova legislação vem como um retrocesso. Para que a pauta da luta feminina seja encaminhada, é preciso que as mulheres também estejam nos espaços de poder e decisão”, afirma a presidenta.

Jornada das Mulheres - Para reforçar a luta feminina, as entidades sindicais cutistas realizam a Jornada de Luta das Mulheres em Democracia e de Direitos, com atividades, palestras e atos que reforçam a luta pela implementação e manutenção de políticas públicas para mulheres, além de denúncias contra os ataques aos direitos femininos. “A participação de todos é fundamental para as reivindicações das mulheres", relata Crislaine Bertazzi, secretária de Políticas Sociais da federação. Os movimentos populares e sindicais estarão em atividade hoje à partir das 16h na Praça Osvaldo Cruz como uma das ações. "Juntos poderemos derrotar a desigualdade de gênero e reconstruir a história" afirma a dirigente. As atividades da Jornada de Luta das Mulheres, que foi lançada em 24 de fevereiro, em São Bernardo do Campo, percorrerão diversas cidades paulistas até o dia 1º de maio.

 
Fonte: FETEC/SP
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