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publicado em - 15 de julho de 2017

Conferência discute o impacto das “reformas” no mundo do trabalho

A segunda mesa da 19ª Conferência Estadual dos Bancários que analisou o impacto das reformas no mundo do trabalho, contou com a participação do secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio e de Roberto Von der Osten, presidente da Contraf-CUT.
 
A semana turbulenta, enfrentada pelos trabalhadores foi o ponto de partida da explanação do Índio: “Essa foi a semana mais difícil das últimas décadas para a classe trabalhadora. A Reforma Trabalhista veio com a justificativa de modernizar a legislação trabalhista, de que o mercado de trabalho está engessado e de que irá gerar empregos. Mas sabemos que não é assim”, afirmou Edson Carneiro ao explicar que a legislação já sofre adaptações há muito tempo e que essa prática sempre serviu para combater os movimentos de trabalhadores. “A experiência internacional comprova que todos os países que restringiram direitos tiveram grande aumento de desemprego, o que desmente profundamente essa tese”, completou.
 
Outro ponto destacado foi a afirmação de que essa nova legislação irá apenas legalizar práticas já existentes. “Essa reforma veio para dar segurança jurídica para empresas que atuam fora da lei, como a terceirização da atividade fim, trabalho autônomo, contratos de pessoa jurídica ou negociado sobre o legislado”, reforçou.
 
Para Roberto Von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o discurso da modernização da CLT, veiculado pela mídia, não passa de mais uma mentira. O verdadeiro significando é o da transferência de direitos da classe trabalhadora para o empregador.
 
“A reforma trabalhista, apoiada pelos banqueiros e aprovada pelo governo golpista de Michel Temer, aniquilou a CLT e as conquistas de anos de lutas. É importante continuar fazendo um excelente trabalho de base e saber que direitos são acima de tudo, conquistas”, alerta Betão.
 
Betão faz um alerta: “A precarização do trabalho é danosa e faz cair o poder salarial do trabalhador. O que é previsto é um desastre em escala. Pois o investimento tende a sair de cena, prejudicando as micros e pequenas empresas” e completa: “A pérola do projeto da reforma é a questão do negociado sobre o legislado. Principalmente em categoria fracas, que não possuem um poder de negociação”, finaliza.
 
 
 
 
 
Fonte: FETEC-CUT/SP
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