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publicado em - 15 de julho de 2017

Debate de conjuntura discute a disputa de classes

A mesa que debateu conjuntura, na 19ª Conferência Estadual dos Bancários, realizada pela Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), foi composta pelo sociólogo, professor universitário, pesquisador e ex-presidente do IPEA, Jessé Souza, e Juvandia Moreira, vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Ficou evidenciado, entre as teses apresentadas, que o maior problema do Brasil não é a corrupção – como proclama a “elite” brasileira – mas a desigualdade, perpetuada por séculos de convivência com diferenças absurdas entre ricos e pobres, que teriam naturalizado a violação de direitos mais básicos e o sistema de privilégios para o 1% de mais rico.

“A situação presente nunca se explica por si só, ela sempre encontra base no passado. É preciso entender que nenhuma elite ou classe dominante consegue enfiar a mão no bolso do trabalhador sem antes ter colonizado sua mente. Por isso, a elite domina os meios de comunicação e as universidades”, explica Jessé.

Para o sociólogo, o pobre sofre humilhações tão presentes quanto sua falta de dinheiro. “Um ser humano sem dignidade, esquecido, sem chances digna de enfrentar competição”, comenta.

Nos últimos anos, o povo, de um modo geral, com o pouco que lhe foi dado, dinamizou a economia, deu impulso ao desenvolvimento, como não acontecia havia 60 anos.

Segundo Juvândia Moreira, os donos do capital têm interesse em desmanchar políticas sociais nascidas para diminuir as distâncias entre os brasileiros. “Não vem de hoje o fato da classe dominante não aceitar que o governo do presidente Lula deu oportunidade a um povo esquecido que teve finalmente direito de realizar alguns sonhos”, conclui Juvândia.
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