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publicado em - 6 de fevereiro de 2017

BB: Números confirmam catástrofe da reestruturação

Durante reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), na Mesa Temática de Prevenção de Conflitos, representantes do banco apresentaram números alarmantes sobre a reestruturação que está ocorrendo no Banco do Brasil. Até 1º de fevereiro, 4.200 funcionários foram incluídos no programa de Verba de Caráter Pessoal (VCP), que complementa, por quatro meses, os salários dos funcionários que perderam a função.
 
“No início da reestruturação, o banco dizia que tudo daria certo no final. Isso mostra o contrário. Sempre dizíamos que não haveria cargos para todos. Por isso, insistimos em todas as reuniões na necessidade do VCP permanente, ou, pelo menos, no aumento do período de complementação do salário, mas o banco se nega a discutir sobre o assunto”, disse Rodrigo Franco Leite, diretor da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) e membro da CEBB.
 
Os números não incluem os funcionários que exerciam a função de caixa e tiveram perda de salário devido à reestruturação. Segundo o banco, eles não têm direito à VCP, uma vez que caixa recebe gratificação e não comissão. Os representantes da CEBB discordam. Para eles a função de caixa sempre foi percebida como o primeiro cargo comissionado, que a perda da função sem o direito ao VCP é uma quebra de cultura no BB.
 
Outros 2.500 funcionários devem perder seus cargos e terem seus salários reduzidos pela metade, em média.
 
Assistentes
Outra situação crítica é a realocação dos assistentes que não encontram vagas em virtude dos cortes decorrentes da reestruturação. “Não existem postos de trabalho para todos. Com isso, eles têm uma perda da metade dos seus salários”, disse Rodrigo.
 
O desmonte
No dia 20 de novembro, o Banco do Brasil divulgou os planos de reestruturação que prevê o fechamento de 402 agências e transformação de outras 379 em postos de atendimento, com encerramento de 31 superintendências. A intenção era extinguir 18 mil postos de trabalho por meio de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI). A redução do quadro por meio do PEAI atingiu 9.400 funcionários.
 
“Os trabalhadores e os clientes sofrem as consequências de uma reestruturação que nada mais é do que a preparação do banco para a privatização. Reduzem drasticamente o número de funcionários. Quem continua fica sobrecarregado. O número de agências de atendimento pessoal também é reduzido. Há o aumento do deslocamento dos clientes para encontrar uma agência, que, quando encontrada, estará ainda mais lotada, pois será menor o número de funcionários para atendê-los e haverá mais clientes em cada agência, uma vez que são fechadas algumas, com junção da carteira. Isso está acontecendo no BB e com possibilidade de ocorrer também na Caixa. Um verdadeiro ataque aos bancos públicos”, explicou Antonio Sabóia, diretor de Bancos Públicos da FETEC-CUT/SP e funcionário do BB.
 
Na reunião, os representantes do BB reafirmaram também a intenção do banco de criar 255 escritórios digitais até o final do ano, meta superior à de bancos privados como, por exemplo, o Itaú.
 
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Fonte: FETEC/SP, com informações da Contraf-CUT e do Seeb/SP
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