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Bancários definem pauta de reivindicações da Campanha 2010
Bancários definem pauta de reivindicações da Campanha 2010
Conferência Nacional estabeleceu índice de reajuste de 11%, PLR de três salários mais R$ 4 mil, contratações, além do fim das metas abusivas e do assédio moral.
Foram três dias de debates com a participação de cerca de 700 delegados bancários eleitos em todo o país. Assim, a 12ª Conferência Nacional dos Bancários definiu a pauta de reivindicações da categoria para a Campanha Nacional Unificada 2010. Pauta será entregue à federação dos bancos em agosto.
“Mais uma vez os delegados valorizaram a democracia e a representatividade dos mais de 460 mil bancários de todo o Brasil”, diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Durante todo o fim de semana discutimos, entre bancários eleitos em assembleias em todo o país, as propostas apresentadas nas conferências regionais. Ou seja, a pauta que será entregue aos banqueiros é resultado de um amplo debate e da defesa das diferentes necessidades dos trabalhadores da categoria”, afirma a presidenta, lembrando que os bancários mantêm há 18 anos uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que vale para os empregados de bancos em qualquer cidade do Brasil.
A pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2010 prevê reajuste salarial de 11% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 5,71%), Participação nos Lucros de Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil; vale-refeição, alimentação e 13ª cesta-alimentação no valor de um salário mínimo (R$ 510). Os bancários querem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, mais segurança e mpregos. E, também, a contratação da remuneração total, ou seja, a parte fixa (salário) e a variável (como os programas próprios de resultados dos bancos).
> Veja no quadro (abaixo) as principais reivindicações aprovadas
Eleições 2010 – Os delegados eleitos para participar da 12ª Conferência Nacional dos Bancários discutiram, ainda, a eleição para a Presidência da República em 2010 diante dos dois projetos com viabilidade eleitoral. “Um deles já foi implementado antes, durante toda a era FHC, e sabemos o malefício que significa para o Brasil e a classe trabalhadora: desemprego altíssimo, flexibilização de direitos, privatizações etc”, explica Juvandia. “Outro, que os delegados bancários decidiram apoiar, é a continuidade da atual política do governo federal, que está sendo implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com geração de 12 milhões de novos empregos, distribuição de renda, inclusão social com projetos como Luz para Todos e o Bolsa Família que retirou milhões de brasileiros da miséria. Além disso tudo, a candidata Dilma Roussef se comprometeu em negociar a Plataforma dos Trabalhadores, votada em junho por 30 mil trabalhadores das cinco maiores centrais sindicais do país, em evento histórico que lotou o estádio do Pacaembú, em São Paulo”, completa.
Confira os principais itens da pauta de reivindicação
• Reajuste Salarial – 5% de aumento real, além da inflação projetada de 5,71%
• PLR – três salários mais R$ 4 mil
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88)
• Vales Alimentação e Refeição – Salário Mínimo Nacional (R$ 510)
• PCCS – Para todos os bancários
• Auxílio-educação – pagamento para graduação e pós.
• Emprego – Ampliação das contratações, combate às terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (contra demissões imotivadas)
• Cumprimento da jornada de 6 horas
• Fim das metas abusivas
• Fim do assédio moral
• Mais segurança nas agências bancárias
• Previdência complementar para todos os trabalhadores
• Contratação da remuneração total
• Igualdade de oportunidades
Cláudia Motta