Sexta , 21 Novembro , 2014
   
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Ações afirmativas para avançar contra o preconceito racial

A repercussão da vitória de Barack Obama nas eleições americanas reacendeu o debate sobre a questão racial no Brasil. No mês em que se comemora o dia da consciência negra, em 20 de novembro, o historiador e professor da Universidade de Paris Luiz Felipe de Alencastro, em artigo escrito no caderno Mais, da Folha de S.Paulo, salienta as semelhanças entre os EUA e o Brasil. "Os dois países tiveram um escravismo arraigado na sociedade e consubstancial à formação nacional. As elites da independência americana e brasileira nacionalizaram e modernizaram o escravismo de origem colonial. Daí o racismo que se perpetuou – de maneira distinta – tanto nos EUA como no Brasil."

Segundo Alencastro, os EUA implantaram ações afirmativas contra as discriminações raciais e Obama se beneficiou das políticas que favoreciam a promoção dos jovens afro-americanos. Para o historiador, o Brasil perdeu o bonde da história e a desigualdade racial aqui levou os negros do país a piores condições que as dos negros americanos.

O sociólogo e economista Daniel Rezende é autor do livro O Que Fui, O Que sou, O Que Serei, que trata da integração sociorracial. Rezende afirma que a situação do negro do país é comparada à de um paciente na UTI. "Esse paciente precisa ser medicado para sair dessa situação crítica e continuar vivendo. Para isso, ações afirmativas como as cotas podem ser o remédio para tirar o negro dessa situação", compara.

Daniel vê o Brasil atrasado no debate e aponta que as condições dos negros pioraram e necessitam de ações imediatas. "A lei 10.639, de 2003, do governo Lula, que torna obrigatória a inclusão da disciplina de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas é uma iniciativa louvável para acabar com a falta de conhecimento sobre a história do negro. Porém, pelo que estamos percebendo, os profissionais de educação colocam uma série de dificuldades para implantar a disciplina", reclama.

O funcionário do Unibanco e diretor do Sindicato Júlio César diz que os desafios do negro no Brasil são enormes. "Precisamos de políticas públicas sérias que integrem os negros à educação e ao emprego, corrigindo todo sofrimento histórico que o negro passou e continua passando, ainda conseqüências da escravidão", afirma.

Marcha – O Sindicato estará presente na 5ª Marcha da Consciência Negra, que acontece no próximo dia 20, quinta-feira. A concentração é na Av. Paulista a partir das 10h, no vão livre do Masp. Antes na terça, dia 18, o sociólogo Daniel Rezende faz uma palestra sobre o tema no auditório azul do Sindicato – Rua São Bento, 413, Martinelli –, a partir das 16h.

Carlos Fernandes

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