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segunda-feira, 1 de março de 2021

EM CIMA DA HORA

publicado em 12/01/2021

Nos 160 anos da Caixa, Sindicato parabeniza empregados

A Caixa completou 160 anos nesta terça-feira 12. Em todo este tempo, a atuação do banco público contribuiu para o desenvolvimento do país e mudou a vida dos brasileiros para melhor. Ainda assim, o banco está ameaçado por um governo neoliberal e privatista, que tenta impor o fatiamento e a privatização aos pedaços da instituiçao financeira pública, enfraquecendo seu papel social e atacando direitos dos seus empregados.

Para celebrar os 160 anos da Caixa, sindicatos e demais entidades representativas de todo o país promoveram atividades nas redes e nas ruas, sempre respeitando as medidas de distanciamento social por conta da pandemia de coronavírus. Em São Paulo, as atividades foram concentradas no Largo da Concórdia, no Brás, e na Avenida Paulista, além do caminhão que percorreu diversas unidades levando a mensagem do Sindicato e da ApcefSP.

“Estivemos nas ruas, celebrando os 160 anos da Caixa, mas sobretudo parabenizando os seus empregados, que mesmo nas condições mais adversas, sempre estão ao lado da população, colaborando com o desenvolvimento do país. A pandemia reforçou, mais uma vez, a importância do banco público e do compromisso dos seus trabalhadores com a sociedade. Mesmo com toda a desorganização do governo federal, com todos os ataques, foram os empregados da Caixa os responsáveis por pagar o auxílio-emergencial para milhões de brasileiros”, diz o diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa, Dionísio Reis.

“A Caixa é o banco da habitação, do financiamento imobiliário; do FGTS; do Bolsa Família; do repasse de recursos das loterias; da oferta de crédito e financiamento de obras de infraestrutura; do auxílio-emergencial; da presença em cidades e regiões nas quais os bancos privados não tem interesse em atuar. Dialogamos com a população sobre a importância de defender a Caixa 100% Pública, fortalecer seu papel social e cobrar mais contratações. Esta é uma luta de todos”, acrescenta.

A Caixa - que já chegou a ter 101 mil empregados em 2014, atualmente não chega a ter 85 mil.

Redes

O Sindicato, em paralelo com as atividade nas ruas, promoveu também uma grande mobilização nas redes sociais, convidando empregados e população a se manifestarem utilizando as hashtags #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil e #PrivatizaNão.

“Foram inúmeras mensagens e relatos sobre a importância da Caixa na vida dos brasileiros. Autoridades públicas, movimentos sociais, dirigentes sindicais e lideranças comunitárias. Todos destacando o quanto a Caixa é importante para o país e o quanto é fundamental lutar para que permaneça 100% pública”, relata Dionísio.

Sempre na luta

Uma marca inegável e histórica da Caixa é a disposição para a luta dos seus empregados. Nos atos de hoje, o Sindicato, ao lado dos trabalhadores, mais uma vez denunciou os atuais ataques ao banco público por parte do governo federal e da atual direção da Caixa.

"Hoje, o quadro de empregados é reduzido, o que sobrecarrega trabalhadores, precariza o atendimento e reduz o papel social da Caixa. Por isso, mais uma vez, cobramos mais contratações. Também denunciamos as metas absurdas, que extrapolam o razoável, ainda mais com as condições objetivas enfrentadas nas unidades e a conjuntura política e econômica do país. Para piorar, a Caixa passa por um processo de loteamento de cargos, feito pelos senhores Bolsonaro e Paulo Guedes, além da interferência do mercado privado, cujo o último exemplo é a recente nomeação na Vilop. Tudo isso com o grande pano de fundo da privatização do banco e transferência da riqueza gerada por seus empregados, que pertence ao povo brasileiro, para o mercado. Este é o cenário contra o qual lutamos hoje na Caixa", diz o diretor do Sindicato.

“Sem dúvida, a organização, mobilização e luta dos empregados da Caixa foram e sempre serão fatores determinantes para que o banco público siga como uma importante instituição a serviço da população brasileira. São os empregados que estão na linha de frente da luta em defesa da Caixa 100% Pública, barrando as investidas contra o banco público e contra seus direitos e empregos. Essas lutas são indissociáveis, caminham juntas, e precisam que a sociedade como um todo se some a elas”, conclui Dionísio. 
  Fonte: Redação SPBancários
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