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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 28/11/2019

Não respondeu ao Censo? Ainda dá tempo!

Você sabia que até 2014, as bancárias ganhavam, em média, 77,9% do salário médio dos bancários? Ainda que a qualificação profissional delas fosse superior à deles: 82,5% das bancárias tinham curso superior completo, enquanto que esse percentual entre os bancários era de 76,9%.

Não era muito diferente em 2008, quando o salário médio das bancárias correspondia a 76,4% da média dos salários dos homens; e 71,2% delas tinham curso superior completo, contra 64,4% deles.

Esses dados foram coletados nas duas primeiras versões do Censo da Diversidade Bancária, uma conquista da categoria junto à Fenaban (federação dos bancos). O Censo, que está sendo realizado novamente este ano, visa traçar um perfil da categoria por gênero, raça, orientação sexual e PCDs (pessoas com deficiência). O objetivo é que, munidos desses dados, o movimento sindical bancário possa propor e cobrar dos bancos políticas de valorização e de promoção da igualdade de oportunidades no setor.

“É uma enorme injustiça que, em pleno século 21, as mulheres ainda ganhem menos que os homens, que ainda ocupem menos cargos de direção. Assim como é injusto que negras e negros ainda sejam minoria no setor bancário, e que os bancos tenham muito poucos trabalhadores PCDs. São injustiças que precisam ser combatidas, e os dados do Censo nos ajudam a cobrar dos bancos soluções para elas. Por isso é fundamental que bancárias e bancários respondam ao Censo da Diversidade, quanto maior a participação, mais fiel será o perfil traçado pela pesquisa”, ressalta a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro.

O questionário está no site da Fenaban e o prazo para respondê-lo, que seria até o final de outubro, foi prorrogado para 29 de novembro, por reivindicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT).

Agentes da Diversidade

A secretária-geral do Sindicato lembra que o ambiente de trabalho nos bancos reflete a sociedade em que está inserido, e que as mudanças devem ser mais profundas. “Claro que, munidos dos dados deste Censo, vamos sentar na mesa com os bancos e reivindicar ações que corrijam injustiças e discriminações. Mas este ano, o Censo propõe algo além. Queremos que os próprios bancários se tornem agentes da diversidade, e que ajudem a promover a cultura da não violência e do respeito às diferenças, tanto no ambiente de trabalho quanto em seus outros círculos de convivência”, explica Neiva.

Além de promover campanha para que os bancários se tornem agentes da diversidade, o Sindicato elaborou material para auxiliar os agentes nos debates sobre o tema: cartilha, um glossário da diversidade, e uma série de reportagens que são ferramentas da diversidade.  Fonte: Redação Spbancarios
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