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sexta-feira, 19 de julho de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 16/05/2019

Na Av. Paulista, professores e estudantes aprovam greve geral no dia 14 de junho

Mais de 100 mil pessoas aprovaram a participação na greve geral do dia 14 de junho. Um balanço parcial das entidades organizadoras aponta que a greve nacional mobilizou até agora mais de 2 milhões de pessoas.

Na manifestação que travou a Avenida Paulista, em São Paulo, no início da tarde desta quarta-feira (15), Dia Nacional de Greve da Educação, mais de 100 mil professores, estudantes, pais de alunos e trabalhadores de todas as categorias profissionais aprovaram a participação na greve geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais brasileiras.

Contra a reforma da Previdência e em defesa da educação, a paralisação da educação tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de mais de 160 cidades que fizeram atos, caminhadas e aulas públicas organizadas por professores, sindicalistas e representantes dos movimentos sociais e estudantis.

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, que conduziu a votação da greve geral com os trabalhadores e estudantes, afirmou que a população está unida contra os cortes na educação e contra a proposta de reforma da Previdência que vai impedir o acesso à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Em seguida, o vereador e professor Cláudio Fonseca, do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de São Paulo (Sinpeem) puxou um coro contra o presidente: "Bolsonaro, que enganação, tem dinheiro pra milícia, mas não tem para educação".

Já a deputada estadual e presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, destacou que 90% das escolas estaduais de São Paulo pararam nesta quarta-feira (15), Dia Nacional de Greve da Educação. Ela também reforçou as críticas ao governo de extrema direita de Bolsonaro e disse que a reforma da Previdência é "injusta" e prejudica de forma ainda mais grave mulheres e professores..

"É um dia histórico. É a luta pela educação, contra Bolsonaro, que quer tirar dinheiro da educação infantil até a pós-graduação".

Os movimentos populares ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também estiveram presentes na mobilização e reafirmaram que estarão juntos com os professores, estudantes e a classe trabalhadora no dia 14 de junho.

“Ele [Jair Bolsonaro] achou que podia atacar os trabalhadores e a educação ao mesmo tempo, mas estamos juntos nas ruas para dizer que ele está enganado”, ressaltou Josué Rocha, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da frente Povo Sem Medo.

Já Raimundo Bonfim, da Central dos Movimentos Populares (CMP), em nome da frente Brasil Popular, lembrou que, na semana passada, um dia depois de o Congresso Nacional ter imposto uma nova derrota à sua gestão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que o governo tinha a capacidade de antever problemas, afirmando que "pode haver um tsunami na semana que vem".

“E ele estava certo. O tsunami está aqui para dizer que balburdia é o governo”, disse Raimundo desta vez se referindo ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, que ao falar sobre o congelamento afirmou que o corte de recursos atingiria universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo “balbúrdia” em seus campus.

“A partir de hoje, a resistência vai aumentar. Não vai ter corte nas verbas da educação nem reforma da Previdência”, afirmou.

  Fonte: CUT
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