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sexta-feira, 19 de julho de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 13/05/2019

Trabalhadores da Educação vão parar no dia 15 contra reforma e cortes de verbas

Categoria vai parar em todo o país; em São Paulo, haverá ato às 14h na Avenida Paulista

As trabalhadoras e os trabalhadores da educação básica e superior, pública e privada, das cinco regiões do país vão cruzar os braços na próxima quarta-feira (15) contra reforma da Previdência e o corte de verbas para educação, anunciado na semana passada pelo ministro Abraham Weintraub. 

O anúncio do corte de verbas aumentou o apoio à greve nacional da categoria, convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) para defender a aposentadoria e o ensino público e funcionar como um esquenta para a greve geral da classe trabalhadora no dia 14 de junho.

“A adesão à greve nacional da educação, que já era considerável em todo o país, cresceu ainda mais depois que o governo anunciou o corte de investimentos na área e está atraindo o apoio de pais, mães e alunos preocupados com os rumos do ensino público no Brasil”, disse o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Segundo ele, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 006/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem como objetivo destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. A PEC acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos e altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores. As professoras serão ainda mais prejudicadas se a reforma for aprovada.

“As professoras que ingressaram na carreira até 2003 vão ter que trabalhar 10 anos a mais e as que ingressaram depois de 2004 serão de trabalhar 15 anos a mais para receber benefícios menores”, explica Heleno, que questiona: “Como é que nós professores, ocupação considerada penosa, conseguiremos trabalhar até 65 anos, ou no caso das professoras, até 62 anos?”. (Clique aqui para ler a reportagem completa)

Em São Paulo, as entidades de educação já estão na mobilização dos trabalhadores para a greve do dia 15. Além disso, outras categorias e estudantes também irão fazer ações pelo estado em apoio aos grevistas, como panfletagens e diálogos em locais de grande circulação. O roteiro com as atividades será divulgado em breve.

Na capital, a partir das 14h, Apeoesp, Afuse, Sinpeem e outras entidades convocam para um grande ato na Avenida Pailista, em frente ao Masp.

  Fonte: CUT/SP
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