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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Notícias

publicado em 09/05/2019

Banco Santander desrespeita as leis com trabalhos aos sábados

O Sindicato de São Paulo esteve presente em cinco unidades do Santander que estiveram abertas no último sábado (4) para uma aula de educação financeira. O banco havia “convidado” os bancários a se voluntariarem para conduzir os trabalhos.

Segundo Wanessa de Queiroz Paixão, diretora de bancos privados da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), o Santander abriu um programa de voluntariado aos trabalhadores “convidando-os” para realizarem orientações financeiras para os clientes aos sábados, em 29 agências em todo Brasil. 

“Isso mostra a postura de exploração do banco, que criou uma ação de marketing usando a mão de obra do trabalhador, que realizaram palestras e atendimento individual aos clientes sem receberem nenhuma remuneração”, explica. “Em outras palavras: foram chamados a trabalhar de graça em um dia que deveria ser de descanso”, completa a dirigente.

O Santander abriu as unidades no primeiro sábado do mês para ‘educação financeira’, mas esqueceu de dizer aos clientes que muitos deles estão endividados em razão de seus altos juros e tarifas. O convite aos clientes para a educação financeira foi realizado na mídia. Porém o banco, na sua atuação no Brasil, na prática não dá muitas alternativas aos clientes para que melhorem suas vidas financeiras, como por exemplo a redução de tarifas bancárias, juros nos empréstimos pessoais ou na negociação de dívidas, principalmente em casos de endividamento. 

“Aliás muitos clientes acabam se tornando inadimplente devido altos preços dos juros bancário”, adverte Wanessa. “Além disso os próprios trabalhadores sofrem forte pressão para cumprimento das metas. Muitas vezes tendo que oferecer aos clientes produtos financeiros sem considerar o perfil financeiro de cada um”, explica.

Para Wanessa a tal aula de educação financeira, assim como todo e qualquer trabalho bancário, deveria ser aplicada durante o horário de expediente, não no momento que deveria ser de descanso, respeitando a jornada e a CCT da categoria. “Dessa maneira os mais favorecidos são os altos executivos e acionistas que ganham a bonificação extraordinária às custas da exploração dos trabalhares”, concluiu.

Protesto – O sábado (4) foi o primeiro em que agências estiveram abertas para o projeto do Santander. Segundo o banco, está prevista a abertura de 29 agências em todo o país, todos os sábados dos meses de maio e junho, das 9h às 12h, com palestra e atendimento individual de clientes e não clientes.

Os representantes dos trabalhadores estiveram presentes nas unidades da sua base incluídas na lista para dialogar com os bancários, clientes, comerciantes da localidade e demais trabalhadores. Os dirigentes que participaram da atividade, entretanto, garantem que houve um número muito baixo de interessados em aprender educação financeira com o banco.

“Vários comerciantes e moradores pegaram o material produzido pelo Sindicato e declararam apoio à atividade, dizendo que não aguentam mais pagar taxas tão altas no banco”, conta a dirigente.

O que é trabalho voluntário? – A lei 9.608/1998 define o trabalho voluntário como “a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa.”

O Sindicato de São Paulo orienta que a categoria fique alerta pois o que hoje é tratado como “voluntário” no Santander pode se tornar obrigatório – inclusive com cobrança de metas. Os trabalhadores que se sentirem pressionados a trabalhar aos sábados devem denunciar ao Sindicato – através dos dirigentes, na Central de Atendimento (11 3188-5200) ou WhatsApp (11 97593-7749) – informando nome, agência e regional. O sigilo é garantido. 

Confira o jornal em PDF elaborado sobre o tema. 

  Fonte: FETEC-CUT/SP com Seeb SP
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