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terça-feira, 21 de maio de 2019

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publicado em 03/05/2019

Feminicídios por armas de fogo cresce na maioria dos Estados

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem na política de flexibilização da posse de armas de fogo um dos pilares para dar maior segurança à população. Porém, os coletivos feministas têm alertado para o risco de um aumento do assassinato e suicídio de mulheres em um contexto de violência doméstica e familiar.

A falta de oportunidades causada pelo aumento do desemprego e cortes no orçamento das políticas públicas do atual governo é uma das principais questões por trás da relação entre a violência e a crise.

A taxa de mortes de mulheres por armas de fogo (homicídios e suicídios) no Brasil caiu em 2,4% entre 2006 e 2016. Embora pareça trazer uma boa notícia, a redução da violência letal contra mulheres com emprego de arma de fogo, esse número esconde uma situação preocupante: em 17 das 27 unidades federativas foi registrado aumento das taxas de homicídios de mulheres por armas de fogo no período analisado. Esse é o resultado do levantamento realizado pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal, a pedido da Agência Patrícia Galvão.

O resultado chama a atenção para a importância da análise de dados para orientar decisões relacionadas aos processos de formulação, implementação, avaliação e aprimoramento de políticas públicas.

“Se não há investimentos suficientes em políticas sociais que melhorem a vida do povo, o resultado é este que vemos, mais e mais violência. Toda a sociedade sofre as consequências, inclusiva mulheres e trabalhadoras bancárias”, analisa Aline Molina, presidenta da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP).

Quatro dos cinco Estados mais populosos do Brasil apresentaram uma considerável redução na taxa de mortes de mulheres por armas de fogo, seja em razão de homicídios ou de suicídios, entre 2006 e 2016. A queda dessas taxas em São Paulo (-59,2%), Rio de Janeiro (-41,3%), Minas Gerais (-26,5%) e Paraná (-32,2%) ajuda a explicar a redução na ordem de -2,4% do número de mortes por armas de fogo por 100 mil mulheres no Brasil no período considerado. 

Contudo, esse dado esconde que a maioria dos Estados apresentou um aumento alarmante desses índices. Em Estados como Acre (+524,1%), Maranhão (+182,2%), Ceará (+165,2%), Rio Grande do Norte (+155,5%) e Roraima (+110,6%) verificou-se que a taxa de mortes de mulheres por armas de fogo em 2016 mais do que dobrou na comparação com 2006.

Segundo o DIEESE, entre 2014 e 2018 houve uma redução de 83% do investimento em políticas públicas. De R$ 147.194,447 em 2014 para R$ 24.774.650 em 2018. 

Para a secretária de Políticas Sociais da FETEC-CUT/SP, Maria de Lourdes (Malu), é importante que seja criado um "Canal" de denúncias junto aos bancos com o “apoio da Fenaban” para atender denúncias das trabalhadoras bancárias que são vítimas de violência doméstica, física e psicológica. “São vários os registros e notificações de violência contra as mulheres que sofrem vários tipos de agressão”.

Presidente faz apologia à exploração sexual de brasileiras

Jair Bolsonaro disse que o Brasil não pode ser país do turismo gay, e em seguida acrescentou: “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”. A fala machista e homofóbica foi durante café da manhã com jornalistas, no dia 25 de abril.

O Brasil é um dos destinos mais procurados no circuito do turismo sexual no mundo. Segundo levantamento da empresa Axur, em 2015 havia 3.350 sites, em diversas línguas, associando o Brasil à pornografia ou vendendo o país como um bom destino para o turismo sexual, inclusive com crianças e adolescentes.

A declaração repercutiu na imprensa e nas redes sociais e foi apontada como criminosa por autoridades.

  Fonte: FETEC-CUT/SP com El País
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