Subjetividade marca comissionamentos em processo de incorporação da Nossa Caixa pelo BB
Os representantes dos bancários reuniram-se, nesta sexta-feira (19), com o responsável pela Gerência de Pessoal do BB, Carlos Netto, no sentido de esclarecer denúncias sobre os procedimentos que estão sendo adotados para os comissionamentos de funcionários do então banco Nossa Caixa, no atual processo de incorporação pelo banco federal.
Conforme acertado na última negociação, o banco apresentou de forma transparente os números relativos a duas regiões do Estado de SP de forma a subsidiar a análise por parte da representação sindical.
Os números apresentados foram de Bauru e Marília. No primeiro caso, ocorreram 65 ascensões, dentre as quais 56 de assistentes para gerentes de módulo e nove de gerentes de módulo para gerentes de unidade. Em Marília, foram 72 ascensões, sendo 55 de assistentes para gerentes de módulo e 17 gerentes de módulo para gerentes de unidade.
De acordo com a gerência do BB, os critérios utilizados pelo banco para tais comissionamentos tiveram a seguinte ordem: 1) manutenção dos comissionamentos acordados anteriormente em mesa de negociação, 2) respeito à lateralidade no mesmo prefixo, 3) lateralidade na mesma praça, 4) funcionários lotados na administração e 5) ascensão interna.
A partir do exposto, a representação sindical constatou que, mais uma vez, a subjetividade para realização dos comissionamentos é real e preocupante. “Será uma árdua luta para revertermos essa situação. Por isso, a atuação coletiva de todos os funcionários do BB será fundamental para que consigamos solução para o tema nas próximas mesas temáticas de negociações”, ressalta Adriana Pizarro, diretora da FETEC/CUT-SP.
A diretora salienta aos funcionários que, por ventura, tenham se sentido preteridos ou que tenham observado irregularidades na ordem dos critérios para os comissionamentos, que entrem em contato com seus representantes sindicais para que a denúncia possa ser feita de forma pontual em busca de solução para o ocorrido.
Durante o encontro, a representação sindical cutista cobrou do representante do BB, no que se refere ao cumprimento das regras do então banco Nossa Caixa para os funcionários que não fizeram a adesão do Termo de Opção ao quadro de carreira do banco federal. O objetivo é garantir que todos os direitos, como férias e horas extras, sejam pagos de forma correta e retroativamente.
Neste sentido, a representação cutista cobrou ainda a manutenção do MIP (Manual de Instrução e Procedimentos), de forma original no que diz respeito ao regramento de Pessoal. “O funcionalismo precisa ficar atento, denunciar distorções e participar das atividades organizadas pelos sindicatos de forma a pressionar pelas necessárias correções”, ressalta Adriana Pizarro.
Nova reunião deve ser agendada dentro dos próximos dias.
Lucimar Cruz Beraldo